Segurança é acusado de latrocínio
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terça-feira, 10 de setembro de 2002
Phoenix Finardi<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina prendeu dois homens suspeitos de terem participado do assalto à boate The Bar e matado, com um tiro na nuca, o filho do dono do estabelecimento, Rafael de Oliveira, 20 anos. Um dos acusados é o próprio segurança do estabelecimento, Reginaldo Costa, 31 anos. O crime aconteceu na madrugada do dia 29 de agosto no Jardim Industrial (zona sul).
A polícia chegou até Costa e Robson Ferreira do Nascimento, 19 anos, conhecido como ''Tião'', depois da apreensão do menor W.T.K., 16 anos. As prisões temporárias dos dois foram pedidas depois que o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro, e a promotora da Infância e Juventude, Edina de Paula, ouviram a confissão de W.T.K, apreendido anteontem.
Segundo o delegado, o menor contou que o assalto foi planejado por Reginaldo Costa. Ele teria convidado Nascimento e dois menores, W.T.K. e P.H. para participar do plano. De acordo com o delegado, o adolescente disse ainda que eles tinham dois revólveres calibre 38, um com Nascimento e outro com P.H, que teria emprestado a arma de um amigo.
O delegado disse que o menor garantiu que o tiro que matou Rafael teria sido acidental: ''Ele alegou que já estavam de saída e que a arma de P.H. disparou acidentalmente mas nós não acreditamos nisso, porque todas as testemunhas relataram que o tiro foi cruel e proposital'', contou Amaro. Rafael foi atingido na nuca quando estava deitado no chão, depois de ter entregado todo o dinheiro.
A polícia também já recuperou a arma do crime. '' Logo depois do crime o menor devolveu a arma para o amigo e contou a ele que havia cometido um crime com ela. Esse rapaz terá que responder a inquérito também'', disse o delegado. Segundo ele, o dono do revólver não tem porte de arma.
O segurança da boate trabalhava no local há 20 dias. A boate, que havia sido inaugurada em junho, foi fechada depois do crime. Reginaldo Costa negou a versão relatada pelo menor, mas a polícia tem indícios para acreditar que ele está mentindo. ''No dia do crime ele esteve na delegacia, junto com os outros funcionários da boate, para prestar declarações e tentar reconhecer a foto de algum suspeito. Mas a descrição que ele fez dos assaltantes não coincidia com as características relatadas pelos outros'', explicou o delegado.
Além disso, segundo Amaro, a polícia teria descoberto que dois dias depois do assalto, Costa e um amigo estiveram na casa de W.T.K. para cobrar a sua parte do total roubado. O assalto rendeu menos de R$ 300,00. W.T.K , que não tinha nenhuma passagem anterior pela Polícia, já está no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). O segundo menor envolvido no latrocínio ainda está foragido. Costa e Nascimento tiveram prisão temporária decretada e devem ficar detidos por 30 dias, porém o delegado deve representar pela prisão preventiva.


