Profissionais das redes pública e particular de Londrina e região integram a entidade
Profissionais das redes pública e particular de Londrina e região integram a entidade | Foto: Fotos: Marcos Zanutto



O processo de recuperação de um paciente de instituição de saúde tem em um dos pilares a preocupação com a segurança. E como forma de mostrar que esta etapa é uma responsabilidade compartilhada, a Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (Rebraensp) funciona no País desde 2008 e em Londrina, que recebeu o primeiro polo do Paraná, desde 2015.

Atualmente, 220 mil pessoas morrem por ano no Brasil por falhas na assistência hospitalar, de acordo com dados do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente. A rede colabora para diminuir esta estatística. "Trabalhamos no sentido de desenvolver ações que possam implementar uma cultura de segurança, porque no Brasil essa cultura é focada na questão da penalização e a rede trabalha com o conceito de responsabilização, focando na área da educação e da prevenção", ressaltou a vice-presidente do polo Londrina, Andreza Santoni.

Para a presidente da entidade, Dagmar Vituri, os resultados têm sido positivos nos hospitais que trabalham a segurança do paciente seguindo as seis diretrizes elaboradas pelo Ministério da Saúde - identificação do paciente, comunicação efetiva, uso seguro de medicamentos, cirurgia segura, prevenção do risco de infecções e prevenção do risco de quedas. "Na nossa vivência prática percebemos que com essas ações consegue-se reduzir a quantidade de infecções, erros de medicação e quedas, entre tantos outros incidentes", pontuou.

Outro objetivo da Rebraensp é a conscientização de paciente, familiares e demais pessoas envolvidas no trabalho de recuperação para que seja um sistema de corresponsabilidade, com o doente no centro de todo o processo, sabendo de seus direitos e de tudo o que está ocorrendo, desde a aplicação de um remédio até o porquê da necessidade de uma intervenção cirúrgica e posição na cama.

"O paciente também tem importância na questão da segurança, tanto para notificar o que não está correto na assistência prestada a ele, mas também na prevenção, com ele cobrando mais e tendo mais consciência dos protocolos", reiterou Nataly Tsumura Inocêncio Soares, enfermeira no Hospital do Câncer.

FORMAÇÃO E EXPERIÊNCIAS
A rede reúne profissionais de todas as instituições públicas e particulares de Londrina e região, contemplando a 16ª e 17ª regionais. Os encontros acontecem uma vez por mês, sendo um espaço para que os trabalhadores desta área troquem experiências e aprendam mais sobre o assunto. A Rebraensp também funciona como uma assessoria aos hospitais, ajudando em projetos voltados ao assunto.

Representantes de instituições de ensino também participam das reuniões, levando as experiências debatidas nos encontros para os futuros profissionais, como forma de envolvê-los. Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), uma liga está sendo criada para estudar mais sobre o tema. "No curso a recepção foi tão positiva que vai ser inaugurada uma liga acadêmica da segurança e assistência ao paciente. A nossa preocupação é que os profissionais sejam formados com esse enfoque. O próprio curso também tem se preocupado em colocar o assunto no currículo", reconheceu Larissa Gutierrez, representante do curso de Enfermagem no núcleo.

Outra função da rede é a de colaborar com os hospitais que ainda não possuem os protocolos de segurança do paciente. Marisa Liboni Perez Paes, do Hospital da Zona Norte, conta que a ajuda é mútua, já que algumas instituições estão mais adequadas que outras. "Existem instituições que estão mais avançadas e que já conseguiram implantar todas as metas, outras ainda possuem os protocolos e a rede se reúne para poder ajudá-las nesta implantação", esclareceu.

SERVIÇO
Instituições ou profissionais de Enfermagem interessados em saber mais ou fazer parte do grupo podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou na página no Facebook Rebraensp: Polo PR – Núcleo Londrina.

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