Segurança atinge ponto crítico
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sexta-feira, 17 de outubro de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Marcos NegriniPrecariedadeViaturas da Polícia Civil de Maringá: quantidade insuficiente e média de 10 anos de usoA morte do investigador Francisco Bruginari, 42 anos, quarta-feira, deixou clara a falta de estrutura que a Polícia Civil de Maringá enfrenta. Bruginari é o segundo policial morto este ano em ação contra marginais. Em maio, o investigador Aristeu Carnaval morreu durante tiroteio com um grupo que tentava assaltar um posto bancário num hospital da cidade.
Nos últimos 10 anos a população de Maringá triplicou e o número de funcionários da 9ª Subdivisão Policial caiu praticamente à metade. Sem falar na falta de viaturas e de recursos, afirma o delegado-chefe Leonil Cunha Pinto.
Ele compara que, quando chegou a Maringá, a delegacia contava com 22 escrivães, enquanto hoje são apenas dez. No total, a 9ª SDP tem 83 funcionários, sendo 45 investigadores. Precisamos de pelo menos 100 investigadores, afirma. Outro problema é a falta de viaturas. São cerca de oito veículos com dez anos ou mais de uso.
A única verba que vem normalmente é para combustível e alimentação dos presos, mas apenas R$ 0,80 por dia para cada detento, explica Leonil. Em casos de emergência, os delegados são obrigados a apelar para a comunidade e aos empresários. Há um ano, os investigadores não fazem diligências fora da cidade porque não existe dinheiro para o pagamento das diárias.
Ontem o deputado estadual Joel Coimbra (PTB) apresentou requerimento na Assembléia Legislativa, solicitando que a Secretaria de Segurança adote um plano de emergência para reforçar a Polícia Civil de Maringá.


