O preço cada vez mais acessível dos drones vem popularizando o uso desses equipamentos e tem aumentado a preocupação de órgãos de aviação em relação à segurança nas zonas de tráfego aéreo. O uso de aeromodelos, parapente e a prática de soltar balões também exigem cautela porque podem interferir na aviação e colocar em risco a vida de milhares de tripulantes e passageiros que diariamente cruzam os céus do País. Somente na área de tráfego aéreo de Londrina e Maringá (Noroeste), 40 mil aeronaves circulam anualmente, segundo a Infraero.
A segurança aérea foi tema do 9º Encontro de Navegação Aérea e a Comunidade Aeronáutica, realizado ontem no campus Piza da Unopar. O evento, voltado a alunos do curso de Ciências Aeronáuticas da universidade e a praticantes da aviação desportiva, teve como objetivo informar sobre as normas de segurança da aviação e, assim, prevenir acidentes.
"Com esse evento pretendemos abrir o leque de conhecimento aos alunos em formação. É um complemento à formação dos nossos alunos, para que conheçam as regras sobre o uso de equipamentos como drone, balão e parapente", disse o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar e coordenador do evento, Fernando Torquato Leite.
As palestras foram ministradas por funcionários da Infraero, que esclareceram sobre as normas que regem a utilização de equipamentos usados como hobby tanto pelos próprios alunos do curso como pela comunidade em geral. "Se quiser desenvolver uma atividade que envolve drone ou aeromodelo, por exemplo, é preciso conhecer as regras e a estrutura para não causar problemas", disse o coordenador de Tráfego Aéreo da Infraero em Londrina, Leandro da Costa Monteiro.
Professor de Ciências Aeronáuticas da Unopar, André Peterlini destacou que a maioria das pessoas que operam drones não tem nenhum conhecimento sobre aviação. "Essas pessoas podem invadir a zona de tráfego aéreo do aeródromo e interferir na aviação, causando graves acidentes."
No Brasil, ainda não há uma legislação específica para reger o uso desses equipamentos. No momento, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) trabalha na regulamentação de equipamentos com peso acima dos 25 quilos, que teoricamente podem conter um potencial de dano maior às aeronaves. "A regulamentação acontece por categoria. A gente acredita que depois de regulamentar esses equipamentos mais pesados, a Anac deva regulamentar os aparelhos mais leves", afirmou Fernando Torquato Leite.

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