SEGURANÇA - Reunião discute superlotação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de abril de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Uma comissão do Conselho Comunitário de Segurança estará reunida hoje, às 14 horas, na 10 Subdivisão Policial, com o delegado-chefe Jurandir Gonçalves André para buscar soluções ao problema da superlotação dos distritos policiais de Londrina. Com capacidade para 155 detentos, os distritos da cidade abrigam cerca de 330 presos.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Alvino Filho, observou que, anteontem à noite, foi realizada a reunião mensal da entidade, quando foi debatida a situação dos distritos. No encontro com o delegado, segundo ele, a comissão deverá solicitar, entre outros, a remoção dos presos que não pertençam à Comarca de Londrina. Outra reivindicação será feita aos juízes da Vara Criminal e de Execuções Penais. ''Os que cometeram crimes de menor poder ofensivo poderiam esperar o julgamento em liberdade'', sugeriu.
Alvino alertou que a situação está ficando perigosa para a população, com riscos de acontecerem rebeliões e fugas, porque os presos estão insatisfeitos com as condições subumanas. Ele lembrou ainda que não é de competência da Polícia Civil ficar cuidando de presos. ''O trabalho administrativo e de investigação nos distritos está comprometido'', declarou.
O delegado-chefe afirmou que sempre se colocou contrário à permanência de detentos nos DPs. Ele sugeriu que os presos sejam transferidos para unidades prisionais, como a Casa de Custódia. Para evitar motins nas celas, o delegado disse que são tomadas medidas de segurança.
Sobre a solicitação do juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Roberto do Valle, de retirar o excedente de presos dos distritos, o delegado reiterou que isso cabe ao Estado. O coordenador do Departamento Penitenciário (Depen), coronel Justino Sampaio, informou que não irá se pronunciar enquanto não for notificado.
Valle também estará notificando a direção da Casa de Custódia de Londrina (CCL) sobre sua solicitação. O vice-diretor da CCL, major Raul Vidal, esclareceu que a unidade está com sua capacidade ultrapassada e não tem como receber novos detentos. Ontem, eram 401 presos em um espaço com capacidade para 288 pessoas. ''O Centro de Detenção pode resolver o problema'', pontuou.


