SEGURANÇA - Econorte incentiva o uso de passarelas
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de novembro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
O que é melhor - andar alguns metros a mais e usar uma passarela, ou atravessar uma rodovia com tráfego intenso? Sob a ótica do bom senso, a primeira opção seria a escolhida. Mas não é para todos que a segurança está em primeiro lugar.
Conscientizar sobre a utilização correta das passarelas é o objetivo de uma campanha iniciada ontem, em Londrina, pela concessionária Econorte. A expectativa era que cerca de 400 pessoas, entre adultos e crianças, participassem à tarde de um evento com apresentações teatrais e divulgação de informações sobre segurança no trânsito. A campanha, realizada em parceria com a Escolinha de Trânsito, também será realizada em outras regiões onde existem passarelas.
Em Londrina, são pelo menos três passarelas na zona urbana que transpõem rodovias - uma na PR-445, próximo ao Parque Ouro Branco (Zona Sul) e duas na BR-369, uma próximo à Vila Yara (Zona Leste) e outra próximo ao Jardim Leonor (Zona Oeste).
Para o diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, o que falta para a população é uma ''cultura de usar passarelas''. ''É comum ver próximo a uma passarela o alambrado (que divide a pista da rodovia e impede a passagem de pedestres) cortado. As pessoas acham mais fácil arriscar pela pista do que ir pelo caminho mais longo'', afirma.
Caso da passarela da Vila Yara, onde só há poucos dias o alambrado foi remendado. Fato confirmado pelo auxiliar de cartonagem Dirceu Lourenço, de 18 anos, morador do bairro: ''ou eu passava pelo sinaleiro, ou pelo 'buraco'; é mais rápido e é só prestar atenção'', opina.
Nessa passarela, onde moradores do bairro promoveram há alguns anos protestos para que ela fosse implantada, ontem, um rapaz foi flagrado tentando pular o alambrado. ''Ela (a passarela) é muito extensa, prefiro cruzar a BR'', afirma outra moradora do bairro, Maria Eva da Silva, de 46 anos.
Já a diarista Adriana Cristina de Farias, de 30 anos, faz questão de usar a passarela sempre que precisa: ''Eu uso direto, a BR é muito perigosa e muita gente já morreu atropelada aqui, não dá para arriscar''.


