Segurado do IPE fica sem socorro
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sábado, 11 de janeiro de 1997
Da Sucursal 
Há 14 dias com a perna quebrada, o mecânico do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) Luiz Carlos Antunes de Almeida, de 45 anos, não conseguiu atendimento médico ontem em Curitiba, apesar de ser segurado do Instituto de Previdência do Estado (IPE) e estar em dia com as contribuições.
Luiz Carlos saiu ontem às 5 horas da manhã de Ponta Grossa, com o fêmur quebrado e com fortes dores na bacia. Ele fraturou a perna quando caiu de uma moto dia 29 de dezembro. O osso da coxa entrou na bacia e, segundo ele, os médicos disseram que seria necessária uma cirurgia.
Em Ponta Grossa ele foi atendido no Pronto Socorro Municipal e apenas medicado. O médico disse que não tem especialista em Ponta Grossa para operar minha perna, contou. Ele afirmou que só recebeu medicamentos para dor e ontem os médicos resolveram mandá-lo para Curitiba.
Ele foi levado ao Hospital Evangélico e obteve como resposta que não estavam atendendo os conveniados do IPE por falta de pagamento. O cunhado de Luiz, Roberto Carlos Kopke, resolveu ir ao IPE para obter orientações sobre o que fazer.
Lá eles disseram para tentarmos atendimento pelo SUS, porque o IPE estava atrasado com o repasse de verbas e os hospitais não atendiam. Fomos para o Hospital Cajuru e recusados da mesma forma, reclamou. Os hospitais têm como regra só atender emergências até 24 horas depois do acidente.
Governo - O governo estadual informou ontem à tarde que a partir de hoje os hospitais voltam a atender os segurados do IPE. Numa reunião ontem à tarde ficou a certado que o governo começa a liberar segunda-feira os pagamentos aos hospitais. Participaram da reunião o secretário estadual da Administração, Reinhold Stephanes Jr., e o presidente da Sindicato do0s Estabelecimentos de Saúde do Paraná, José Francisco Schiavon.


