Segundo veterinário, custo de manutenção é alto
A construção do novo Matadouro Municipal de Ribeirão do Pinhal (Norte Pioneiro) deve ter início em novembro. O custo é estimado em R$ 250 mil e será bancado por emenda parlamentar. Os dados foram divulgados pelo prefeito e candidato à reeleição, Moacir Ribeiro Lataliza (DEM), para quem o fato de a administração e fiscalização serem responsabilidades do Município não irá interferir na qualidade da carne.
''Todo segmento está sujeito ao risco de corrupção, de suborno. Mas não acredito que isso ocorra porque a fiscalização ficará por conta de um profissional qualificado, que não colocará em risco o seu diploma'', argumenta. Para Lataliza, o abatedouro vai resolver o problema das famílias que não têm condições de levar os animais para um frigorífico e são obrigados a vendê-los para produtores de grande porte ''a preço de banana''.
O funcionário responsável pela fiscalização será o veterinário e chefe da Vigilância Sanitária, Paulo Emílio Coutinho. Ele explica que para cumprir exigências dos órgãos ambientais, o local terá sala de matança e de desossa, câmara fria e lagoa de decantação. Na sua opinião, porém, matadouros municipais são economicamente inviáveis devido ao alto custo de manutenção.
Para o chefe da Divisão de Inspeção de Carne e Derivados de Ruminantes, Equídeos e Avestruzes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Djalma Atanásio, o matadouro só pode ser construído ''naquelas localidades onde não houver interesse do setor privado em abastecer o mercado''. (Fernando Rocha Faro)





