A fazenda Doralúcia foi ocupada pela primeira vez no dia 7 de dezembro do ano passado, por cerca de 80 famílias de trabalhadores sem-terra. Eles ocuparam a parte mais alta da fazenda, a cerca de mil metros da sede central. Os sem-terra disseram ter ocupado a fazenda porque a área estava sendo avaliada pela Justiça e deveria ser leiloada para pagar uma dívida. A ocupação foi feita para pressionar o Incra a adquirir a área e assentar as famílias.
Agora, as 110 famílias ocuparam a sede da fazenda. Um dos proprietários da Doralúcia é o empresário João de Oliveira Franco. No dia 7 de dezembro, quando foi ouvido pela Folha, Franco negou que a fazenda estava sendo leiloada, mas admitiu que a propriedade está hipotecada pelo Banco Bamerindus para garantia de uma operação de crédito.
Segundo informou Franco, o contrato com o banco tinha sido renovado há pouco tempo, com prazo de carência para pagamento da dívida em cinco anos. Ele garantiu que a área é ‘‘altamente produtiva’’. A Folha não conseguiu localizar Franco depois da invasão de ontem.

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