Segundo governo federal, faltam 143 mil vagas no País
Curitiba - No Brasil, a situação do sistema carcerário também é complicada. Em junho, o País tinha em torno 425 mil detentos espalhados em 1.150 prisões. São 50 mil a mais que os 373 mil registrados em janeiro de 2007. As informações são do Ministério da Justiça. Nas contas oficiais, faltam cerca de 143 mil vagas para suprir a deficiência do sistema carcerário.
As prisões abarrotadas são conseqüência de uma Justiça lenta, na qual há uma carência de juizados para a execução penal. Em todo Brasil, mais pessoas são presas do que soltas. Estima-se que, a cada dia, 200 novos detentos entrem a mais nos presídios e cadeias em relação aos que saem. Assim, a população de presos cresce, criando problemas como a superlotação, que por sua vez amplia o péssimo estado de conservação das cadeias, muitas vezes insalubres. Em junho, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que, em média, cerca de 100 pessoas são presas por dia no Paraná. No mês, o número chega a 3 mil novos presos.
Enquanto mais pessoas entram em prisões e cadeias, a saída é lenta. Cerca de 40% dos presos brasileiros (em torno de 170 mil) são provisórios, ou seja, ocupam vaga no sistema. Destes, cerca de 30% (50 mil) deverão, ou pelo menos deveriam, ser soltos por falta de provas ou condenados a penas mais leves por terem cometido delitos de baixo teor ofensivo. Hoje, 422,5 mil brasileiros cumprem penas alternativas. Mesmo assim as carceragens estão inchadas, com uma taxa de encarceramento, em todo o País, de 225 presos para cada 100 mil habitantes. (T.A. com Agência Estado)





