A morte de Sandro José da Silva, 39, em junho de 2017, teve muita repercussão em Londrina. A vítima era um cabeleireiro conhecido na cidade e foi assassinado com atos de crueldade. O primeiro envolvido no crime, R. de S. S., 22, foi preso dias após o crime, mas o segundo estava foragido.

Após investigações e denúncias anônimas, a Polícia Civil prendeu na quarta-feira (7), V. M. da S, 35, conhecido como "Avatar". Ele foi apresentado na manhã desta quinta-feira (8) pelo delegado Thiago Vicentini de Oliveira, do setor operacional da 10ª SDP (Subdivisão Policial) de Londrina.

A prisão ocorreu em uma rua próxima à delegacia. À imprensa, ele disse que ajudou apenas na retirada do corpo que estava no veículo. "Eu estava sob o efeito de drogas", alegou ele, que confirmou estar em situação de ruas há meses.

O delegado informou que o inquérito policial foi muito bem estruturado com base em denúncias anônimas e o depoimento de uma recepcionista do motel no qual a vítima e os suspeitos frequentaram momentos antes do crime.

"Tudo leva a crer que a dupla ia realizar o roubo e se valeram de um programa. O fato é que o crime de latrocínio (roubo seguido de morte) é o mais grave previsto na legislação. Então, é possível que eles tenham uma condenação de 20 a 30 anos", comentou.

Da vítima, foi levado o carro e pequenos pertencentes. "Um dos meios da investigação chegou ao veículo que foi vendido por R$ 300 e repassado para a região de Guaíra, na fronteira com o Paraguai. Pelas condições nas quais foi encontrado, é possível que estava sendo utilizado para contrabando de cigarros", apontou.

Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos têm antecedentes por roubos, furtos e violência doméstica. O primeiro envolvido que está preso na PEL 1, foi localizado dias após o crime. Ele estava escondido na mata do Marco Zero (zona leste). Em depoimento à polícia, ele não explicou a motivação para a brutalidade aplicada e alegou que estava sob efeito de drogas.

O corpo de Silva foi encontrado na tarde de 27 de junho de 2017, em uma plantação de milho, às margens de uma estrada rural no distrito da Warta (a 500 metros da PR-545). A vítima estava despida, amordaçada, com o rosto desfigurado por queimaduras de isqueiro e diversos hematomas.

Segundo o delegado Oliveira, a pena pode ser aumentada "caso o juiz considere que os criminosos se valeram de meios cruéis" para roubar e matar a vítima. O cabeleireiro foi visto pela última vez em um bar na avenida Bandeirantes.

mockup