Segundo dia do Enem sem maiores problemas
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segunda-feira, 08 de novembro de 2010
Carolina Avansini Maigue Gueths<br> Reportagem Local 
Sem identificar novos problemas de impressão nas provas, candidatos que realizaram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Londrina classificaram o segundo dia de testes como difícil e cansativo. Ontem, a avaliação teve 45 questões de matemática, 45 de linguagens e redação. No sábado, foram contempladas as disciplinas de ciências da natureza e ciências humanas. Apesar da polêmica em torno da troca dos cabeçalhos do gabarito, anteontem, os estudantes ouvidos pela reportagem consideraram que foram bem orientados pelos fiscais.
''Não tive dificuldade para preencher a folha de respostas, disse Kássia Azevedo Martins, 21, que realizou o exame com a expectativa de conseguir o diploma de conclusão do Ensino Médio. ''Trabalho e tenho filho. Não tenho muito tempo para ir à escola'', justificou.
Em meio a uma maratona de provas que inclui Enem e vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na semana que vem, Karen Caroline Mantovani, 19, que está no terceiro ano do Ensino Médio, contou que tem sentido até dores no pescoço de tanto estudar. ''É muito cansativo'', avaliou ela.
Candidatos da região também vieram a Londrina para fazer a prova. Moradora de Sertanópolis (Norte), Karlla Regina de Lima, 18, prestou o exame para conseguir uma bolsa de estudos através do Prouni. ''Ontem (anteontem) foi mais difícil, principalmente por causa das questões de química'', avaliou.
Curitiba - Na capital, as confusões começaram com endereços errados dos locais de provas. Alguns candidatos reclamaram que o Cartão de Confirmação de Inscrição enviado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) trazia endereço errado de seus locais de provas. Pelo menos quatro dos 21 locais estariam com o endereço incorreto ou incompleto.
Possibilidade de anulação
O problema na impressão do cartão resposta do Enem pode levar à anulação da prova, de acordo com a procuradora Maria Luíza Grabner, do Ministério Público Federal em São Paulo. Ela recomenda que estudantes que se sentirem prejudicados pelas falhas procurem o órgão para fazerem uma representação. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo (OAB-SP), o erro de impressão gráfica é motivo suficiente para anulação do exame.
Já na avaliação de Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep, responsável pelo exame, os problemas ocorridos no primeiro dia de prova não prejudicarão os alunos. Para ele, a aplicação da prova foi um ''sucesso''. ''Três milhões e meio de estudantes fizeram um exame muito bem elaborado. Tudo ocorreu de forma tranquila'', afirmou. ''De forma alguma isso prejudica a credibilidade do Enem.'' (com Agência Estado e Folhapress)


