Segunda fase da UFPR tem poucos faltosos
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
Adriana De Cunto<Br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um ''extra'' de 15 minutos antes de fechar os portões beneficiou os vestibulandos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que chegaram atrasados ontem à tarde ao Centro Politécnico, em Curitiba. Esse tempinho a mais agradou pais e familiares de candidatos que estavam no local. Eles se colocaram em duas linhas paralelas, próximo a uma das entradas do centro, aplaudindo e gritando palavras de apoio aos jovens que surgiam correndo para entrar antes da porta ser fechada. Parecia final de maratona. O último dos atrasados chegou pouco antes das 13h45, quando o acesso foi definitivamente impedido. Depois disso, ninguém mais apareceu. A prova começou às 14 horas.
A segunda fase do vestibular da UFPR começou ontem e vai até hoje. O reitor, Carlos Moreira Júnior, comemorou no final da tarde o baixo índice de faltosos. Somente 1,05% dos 16.199 aprovados na primeira etapa deixaram de comparecer. Ontem, foi realizada a prova de Compreensão e Produção de Textos. O reitor ressaltou ainda que às 16h30 poucos haviam deixado os locais de prova. ''Isso mostra que eles estão 'ralando''', brincou. Na opinião dele, os candidatos que leram jornais nos últimos meses tinham mais chance de melhor desempenho. Isso porque a prova trouxe vários textos de jornais.
Para 9.781 candidatos inscritos em 29 dos 55 cursos ofertados pela UFPR, a segunda fase só termina hoje à tarde, quando serão realizadas as provas específicas. Serão testes de química, biologia, física, geografia, matemática e história. Já os candidatos aos cursos de arquitetura e urbanismo, música e desenho industrial farão provas de habilidade específica.
Louise Beatriz, 18 anos, de Curitiba, tenta uma vaga no curso de veterinária e aprovou o novo formato do vestibular, realizado em duas fases. ''A primeira fase foi fácil. A mais difícil vem agora'', dizia a garota, enquanto esperava para entrar no local de prova.
As amigas Thais Superchinski, 18 anos, e Nádia Mazon Cezar, 18 anos, são concorrentes no vestibular, já que as duas tentam uma vaga no curso de farmácia. Thais é um dos alunos de escola pública que se inscreveu através do sistema de cotas. ''Sou a favor das cotas. Não é a melhor solução, mas é necessária'', justifica.
Nádia, que só fez escola pública no segundo grau, discorda da colega. ''Sou contra. O governo deveria melhorar o ensino fundamental e médio e não empurrar os alunos (pelo sistema de cotas)'', afirma.
Dos 16.199 candidatos, 4.560 estão inscritos para o sistema de cotas. Das 4.144 vagas, 831 serão destinadas a afro-descendentes e 831 para alunos oriundos de escolas públicas, o que corresponde a 20% do total de vagas para cada categoria. O resultado do vestibular será divulgado até 21 de janeiro.


