Segue para Brasília o relatório que sugere agrupamento de Xetá
Michele Muller
De Curitiba
Diversas organizações indigenistas do Paraná enviaram ontem à Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília, um estudo que comprova a viabilidade de reagrupamento dos índios Xetá (Hetá, conforme os indigenistas). Se o projeto for aprovado pela Funai, será criado um grupo para estudar a demarcação das terras para os índios. O assunto foi tema da página 2 da Folha Reportagem do último domingo.
Existem apenas oito Xetá puros e 28 descendentes espalhados por todo o Estado. Entrevistadas pelos pesquisadores, essas pessoas mostraram-se dispostas a viverem juntas. Os índios dão preferência por formar a reserva em sua terra de origem na Serra dos Dourados, em Umuarama, no Noroeste do Paraná. Segundo o administrador executivo da Funai em Guarapuava, Wladinei Silva, todas as terras daquela região são particulares e a retirada de propriedades privadas da área pode levar de quatro a seis anos.
De acordo com o decreto 1775/98, a ocupação de um espaço por grupos indígenas depende de uma declaração do ministro da Justiça com base em um documento, feito por antropólogos, provando que a terra já foi dos índios.
Instituído pela Portaria nº 984, de outubro de 99, o trabalho sobre o reagrupamento dos Xetá foi desenvolvido por um grupo formado por representantes da Assessoria de Assuntos Indígenas do Paraná, Secretaria de Estado da Cultura, Funai de Curitiba, Londrina e Guarapuava e Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Os Xetá também são assunto do CD-Rom Quem são os xetá, que será lançado hoje, às 16 horas, no Museu Paranaense, em Curitiba.





