Segue impasse entre governo e professores
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segunda-feira, 27 de maio de 2002
Andréa Lombardo Equipe da Folha 
Curitiba - Não houve avanço nas negociações entre governo do Estado e professores na reunião realizada ontem. O secretário de Estado da Administração, Ricardo Smijtink, anunciou à comissão de representantes dos docentes que o governo não tem como acatar a proposta de alteração no plano de cargos e salários da categoria porque o impacto do reajuste na folha de pagamento da educação ultrapassaria o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nova conversa ficou agendada para amanhã.
De acordo com Smijtink, com a criação de mais dois níveis de ascensão no plano de carreira o que representaria aumentos de até 32% nos salários o governo teria que desembolsar R$ 25 milhões mensais para pagar os professores. O aumento comprometeria 52% do orçamento do Estado, enquanto que a LRF estabelece o limite de 49% para gastos com o funcionalismo.
Com base em estudos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), os professores contestam a informação alegando que o governo teria, inclusive, folga no caixa para atender a reivindicação. Para o diretor do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), José Lemos, o problema não é técnico e sim de decisão política.
Pelos cálculos do Dieese, segundo o economista Cid Cordeiro, o impacto da alteração da tabela de vencimento na receita líquida do Estado seria de 1,9%. O governo fecharia o ano comprometendo 49,03% do orçamento com pessoal.


