Aos 13 anos de idade, o basset dachshund Beethoven é um cachorro brincalhão, que adora receber visitas e exibir seu bichinho de brinquedo aos amigos da dona, a professora Edina Panichi, do programa de mestrado e doutorado da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Por consequência de uma cinomose adquirida ainda na infância, o cãzinho não tem dentes. Por isso, os proprietários oferecem arroz, cenoura e carne moída batidos a Bethoveen, que também gosta de sopa e leite com pão desfiado.
Saudável, ele recebe muitos cuidados da família da professora, que preocupa-se também em evitar o ganho excessivo de peso. ''Por ser um cão comprido, pode apresentar problemas de coluna. Oferecemos sempre a mesma quantidade de comida.''
Edina é uma ''especialista'' em animais idosos e já teve três cães que viveram além dos 15 anos. Segundo ela, Beethoven é tranquilo e não faz ''artes'', mas tem uma teimosia que acentuou-se com a idade. ''Ele obedece as ordens, mas em pouco tempo faz de novo o que pedimos para ele parar de fazer.''
O pastor alemão Rex é outro exemplo de longevidade. Pertencente à professora Tereza Mieko Kato Franco, ele foi adquirido para tomar conta da casa e até hoje cumpre a função. ''O segredo é tratar o animal com carinho e muita conversa. A gente fala, ele entende e obedece'', contou.
De acordo com ela, o animal é saudável, apesar da idade, mas nos últimos tempos tem apresentado surdez. ''Esses dias ele estranhou e tentou atacar uma pessoa que já conhecia, porque não está ouvindo bem. Por isso, tenho evitado deixá-lo solto quando há pessoas diferentes em casa'', disse.
Outra constatação de Tereza é que o cão começou a apresentar doenças que antes não eram comuns. ''Ele teve uma infecção urinária que tratamos e sarou'', exemplificou ela. (C.A.)

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