As distorções de idade que acontecem nas escolas públicas de 1º grau começarão a ser corrigidas a partir do ano que vem com a implantação do Programa de Adequação Idade-Escola, da Secretaria de Estado da Educação. Dados alarmantes motivaram o lançamento do programa, anunciado ontem pela Seed: 51,31% dos alunos da rede urbana e 59,48%, da rede rural estão pelo menos dois anos atrasados.
A expectativa do Departamento de Ensino do 1º Grau da secretaria é corrigir os altos índices de distorção em dois anos. ‘‘O afastamento para o trabalho, a evasão e a repetência são os principais problemas, aliados à situação econômico-financeira das famílias’’, reconhece a assessora da secretaria Márcia Iglesias dos Santos.
Mas não é só isso, afirma, ‘‘temos também os problemas internos como o conteúdo das matérias que não é adequado para os repetentes. O sentimento de perda da auto-estima é terrível nessa época e a maioria dos alunos acaba desestimulada e isso só agrava a situação.’’
As escolas não serão obrigadas a integrar o programa, mas um trabalho de sensibilização e orientação já começou em todos os núcleos estaduais da secretaria. A idéia é tentar fazer com que os alunos que estejam nesta situação voltem a se interessar pelos estudos. As escolas deverão atender esses estudantes num horário especial, num turno diferente do que estejam cursando atualmente.
As turmas deverão ter 25 alunos e será feita a aceleração dos conteúdos paralelamente à série em andamento. No final do programa, em dois anos, haverá uma avaliação dos resultados para definir se o programa continua ou não.
A secretaria tentará unir o Programa de Adequação Escolar ao da Rua para a Escola, com a entrega de uma cesta básica de alimentos para as famílias de baixa renda que mantiverem os filhos na escola.

mockup