Sedentarismo está associado a obesidade e hipertensão
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quarta-feira, 05 de agosto de 2015
Reportagem Local 
Doenças cardiovasculares, como as coronarianas, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e hipertensão arterial sistêmica são os principais problemas de saúde que atingem a população sedentária. Eles se apresentam mais comuns entre as mulheres, grupo no qual o índice chega a 50,4%, enquanto entre os homens o percentual cai para 41,2%.
"O sedentarismo está associado a numerosas doenças, a começar pela obesidade. Junto com ela podem vir também a hipertensão, alterações nos lipídios e diabetes tipo 2, que levam ao maior risco cardiovascular por exemplo, angina de peito, infarto agudo do miocárdio e tromboses (formação de coágulos sanguíneos), entre outros", lista o cardiologista do Centro do Coração de Londrina, Laercio Uemura.
A pesquisa demonstra que a chegada ao mercado de trabalho é apontada como o principal fator para que as pessoas deixem de praticar exercícios físicos regulares. Quase 70% das pessoas entrevistadas recentemente em pesquisa do Ministério da Saúde disseram que abandonaram a prática de esportes ou atividades físicas porque não conseguiam conciliar com o trabalho e os estudos. "Algumas pesquisas já mostraram, no entanto, que pessoas que se exercitam regularmente tendem a render mais no trabalho", informa o cardiologista.
O médico reforça que a atividade física ajuda a baixar os níveis de colesterol e facilita o controle do diabetes, além de auxiliar no equilíbrio da pressão arterial e melhorar a capacidade respiratória. "Atividades simples, como caminhada, corrida, natação ou andar de bicicleta, definitivamente podem salvar muitas vidas", ensina.
Os efeitos do exercício podem ser sentidos já nos primeiros dias da prática. Após 12 semanas, o organismo já sente os efeitos positivos da prática de atividade física aeróbica realizada durante 30 minutos por dia, pelo menos cinco vezes por semana. Além disso, segundo estudo publicado na revista Lancet, exercícios regulares diários de 15 minutos já seriam suficientes para aumentar a expectativa de vida em três anos. A falta dessa rotina, porém, é um fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, independentemente da obesidade.
"É fundamental que políticas públicas sejam tomadas para incentivar a prática de exercício físico, como criação de espaços apropriados para a prática, como parques, ciclovias, entre outras", defende Uemura.
Além do coração, o sedentarismo está associado a outras alterações orgânicas como doenças degenerativas das articulações, síndromes demenciais, neoplasias (cânceres) e doenças psiquiátricas, como a depressão.



