A grande maioria dos idosos entrevistados tem um nível de atividade física abaixo do esperado para a manutenção da saúde e de uma boa qualidade de vida. Esta foi a constatação de uma pesquisa realizada por sete professores da área de saúde da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Os dados foram coletados por meio de um dos projetos da instituição, que realiza um Estudo sobre o Envelhecimento e Longevidade (ELLO).
Durante um ano e meio (julho de 2009 a dezembro de 2010), os professores acompanharam o desempenho físico de 500 idosos (pessoas com mais de 60 anos) de todas as regiões de Londrina. ''O que descobrimos é que apenas 19% dos idosos pesquisados podem ser considerados suficientemente ativos, 21% são moderadamente ativos, 30% deles são pouco ativos e 30% são sedentários'', detalha o professor de Educação Física da Unopar, Denilson de Castro Teixeira.
O estudo categorizou os idosos com base em uma classificação que aponta como ativos os indivíduos que realizam mais de 10 mil passos por dia; como moderadamente ativos os que caminham de 7.500 a 9.999 passos diários; como pouco ativos os que dão de 5 mil a 7.499 passos por dia e como sedentários os que caminham menos de 5 mil passos por dia.
Teixeira explicou que a pesquisa avaliou a atividade física habitual cada idoso - tarefas que eles fazem diariamente e que utilizam a locomoção (caminhada), como limpar a casa e ir ao mercado.
Para essa quantificar a realização das atividades, os participantes realizaram uma bateria de exames e depois utilizaram um pedômetro, aparelho que mede o número de passos, durante sete dias consecutivos e depois foi realizada uma média semanal com cada um deles.
''Pudemos confirmar que os sedentários realmente são mais frágeis fisicamente do que os ativos e moderadamente ativos'', afirma Teixeira. ''Eles têm menos força nos membros inferiores e superiores, menos agilidade e menos equilíbrio do que os idosos dos outros grupos, perdas que afetam diretamente a independência e a qualidade de vida desta população''.
Ele também reconhece que o índice de idosos sedentários pode ser muito maior do que os 30% apurados na pesquisa já que os dados foram coletados somente entre idosos considerados independentes.
O trabalho também teve a participação dos professores Vanessa Probst, Luiz Carlos Lúcio Carvalho, Renata Selvatici Borges Januário, Rejane Dias das Neves, Rubens Alexandre da Silva Junior e Fabio Pitta.

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