Sócios do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense decidiram anteontem pela venda da sede social do clube, localizada no centro da cidade. A votação foi realizada durante assembléia convocada pela diretoria do Grêmio, com a presença de apenas 142 dos 2.400 sócios. Segundo o presidente Ederson Camata, era necessário um quórum mínimo de 125 pessoas. Dos sócios presentes, apenas três foram contrários à venda.
Durante a assembléia foi eleita uma comissão que cuidará da venda e da aplicação do dinheiro. A sede do Grêmio foi avaliada por cinco imobiliárias, a pedido da atual diretoria do clube. O preço médio, de acordo com as informações de Camata, é de R$ 1,6 milhão. Mas o preço da venda será decidido numa nova reunião entre a diretoria e a comissão prevista para o próximo sábado.
A manutenção da sede social no centro da cidade é ‘‘inviável’’ na opinião do presidente, pois gera um gasto mensal de aproximadamente R$ 10 mil. Ele explicou que a sede campestre é onde o clube realmente funciona. Os recursos da venda serão utilizados no próprio clube, sendo 20% utilizados na readequação do setor administrativo e os 80% restantes em obras na sede campestre.
Um ex-presidente do Grêmio informou, na semana passada, que uma cláusula na escritura de doação do terreno poderia impedir a venda do imóvel. A Companhia de Terras ao doar o terreno à prefeitura, em outubro de 1949, impôs a condição de o local fosse utilizado somente como associação recreativa. Além disso, a sede social está entre os prédios que podem ser tombados, a pedido da Secretaria Municipal de Cultura.

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