Sede do DCE da UEM é ocupada por estudantes
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quinta-feira, 26 de março de 1998
Marcos Zanatta 
Uma comissão composta por representantes de seis centros acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ocupou anteontem a sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Houve resistência por parte da diretoria, destituída, que não aceitou a decisão dos centros acadêmicos. A Polícia Militar foi chamada, mas não precisou intervir.
A ocupação foi realizada depois de diversas tentativas de negociar uma nova eleição para escolha da diretoria do DCE, que era ocupada pelos membros da chapa Navegar. Sem conseguir acordo, mesmo recorrendo à Justiça, os estudantes contrários à Navegar formaram a comissão, marcaram assembléias para a próxima semana e eleições para maio.
Como a diretoria do DCE foi declarada vaga pela comissão, decidimos pela ocupação do espaço físico do diretório, explicou Laura Leal de Castro, que faz parte da comissão. Segundo ela, a eleição do DCE, realizada em novembro do ano passado, foi fraudada pelos membros da chapa Navegar. O problema começou antes mesmo das eleições, com a convocação irregular, disse Fernando Delicato, representante da União Paranaense dos Estudantes (UPE).
Segundo ele, a chapa Movimento e Unidade não foi homologada para participar das eleições por manobras da diretoria, que concorria à reeleição pela segunda vez pela Navegar. Nas eleições a chapa Cultura, Educação e Política (CEP) foi a vencedora, seguida pela Transparência e em terceiro a Navegar. Através de manobras da diretoria, uma sessão inteira teve os votos anulados e a Navegar venceu a eleição. Até a Movimento e Unidade, que não concorria, teve cerca de 500 votos a mais que a Navegar, informou Delicato.
A eleição não convenceu estudantes e entidades ligadas à universidade, que tentaram todos os caminhos para reverter a situação. Poderíamos esperar pela Justiça, que determinaria um interventor, mas seriam dois anos de DCE sem atividades, disse Laura. Conforme ela, os centros acadêmicos estão agindo de forma legal para devolver o DCE à comunidade universitária. A Folha não localizou ontem em Maringá nenhum membro da diretoria destituída do DCE.


