Em dezembro do ano passado, o secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, encaminhou um relatório à Secretaria de Gestão Pública pedindo a cessão do Estádio Municipal Uady Chaiben, entre as Avenidas Dez de Dezembro e Santa Mônica, na Vila Santa Terezinha, zona leste de Londrina, para construção da sede da Guarda Municipal, atualmente sem imóvel próprio. Desde o final da década de 90, o local é administrado pela Portuguesa Londrinense, que disputa a segunda divisão do Campeonato Paranaense de Futebol e utiliza o espaço para as categorias de base. A lei que autorizou a concessão do imóvel público por tempo indeterminado à equipe e Associação de Moradores da Vila Santa Terezinha e Jardim Amaral foi sancionada em 18 de março de 1998 pelo ex-prefeito Antônio Belinati.

Imagem ilustrativa da imagem Sede da Guarda Municipal pode ser construída no estádio da Portuguesa Londrinense
| Foto: Reprodução/Relatório Defesa Social


No segundo semestre de 2017, a Secretaria de Defesa Social pesquisou alguns imóveis que poderiam abrigar as funções administrativas e operacionais da corporação. Porém, conforme escreveu Kuceki no pedido à Gestão Pública, "o mercado não possui imóveis aptos e com os requisitos necessários para atender um órgão de segurança pública. Concluímos que a melhor opção é a construção de uma sede que também deve abrigar o Tiro de Guerra. A área pode ser usada para treinamento dos guardas e gerar economia ao município".

Hoje, as dependências da Guarda Municipal estão divididas da seguinte forma:

- Diretoria operacional na rua São Jerônimo;
- Diretoria administrativa na rua Professor Joaquim de Matos Barreto, perto do Lago Igapó
- Defesa Civil na rua da Canoagem;
- Escola de formação e capacitação de agentes na avenida Salgado Filho;
- Central de videomonitoramento na avenida Duque de Caxias, 333


No final de 2017, a Defesa Social negociou com o proprietário do local que comporta a sede operacional e reduziu o aluguel de R$ 9 mil para R$ 8,5 mil. Procurado pela reportagem, Kuceki não quis comentar o assunto, mas admitiu o interesse no estádio cedido para a Portuguesa Londrinense. No começo de janeiro, ele enivou um novo relatório justificando a importância do Uady Chaiben. Fotos tiradas no local também foram anexadas à solicitação.

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| Foto: Reprodução/Relatório Defesa Social


Segundo o documento, o muro está quebrado, a cobertura danificada e lixo espalhado, além do mato alto. "Solicitamos a revogação ou extinção da permissão de uso daquela área e a devida concessão à Defesa Social", relatou Kuceki. Sobre o Tiro de Guerra, o secretário argumentou que o local ocupado atualmente "será desocupado em virtude das obras de ampliação do aeroporto de Londrina".

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| Foto: Reprodução/Relatório Defesa Social


A notícia não foi bem recebida pelo presidente da Portuguesa Londrinense, Edson Moreti. Ele afirmou que "há outros lugares para a sede da Guarda, inclusive imóveis da própria prefeitura que estão abandonados e viraram mocó, como o ponto em frente ao Terminal Rodoviário, onde funcionava um posto de combustíveis".

Moreti pontuou que várias melhorias recentes foram promovidas no estádio. "Pintamos tudo por fora. Está conservado". Além da Segundona Estadual, que começa no dia 10 de fevereiro, a Portuguesa utiliza o Uady Chaiben, com capacidade para até 4 mil pessoas, para treinamentos das categorias juvenis. "Temos mais de 300 atletas do sub-8 até o time profissional. Não queremos atrapalhar os planos da prefeitura, mas é inaceitável retomar a administração daquele espaço", concluiu o gestor.

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