O prefeito Marcelo Belinati (PP) vetou a ideia da Secretaria de Defesa Social em construir a sede da Guarda Municipal e do Tiro de Guerra na área onde fica o Estádio Uady Chaiben, região leste de Londrina, entre as avenidas Dez de Dezembro e Santa Mônica. "Ele tem outros planos", pontuou o secretário responsável pela pasta, Evaristo Kuceki. Em janeiro, por meio de um ofício, o órgão manifestou o desejo de adquirir o terreno. O principal obstáculo era a lei aprovada há 20 anos que cedeu o local para a Portuguesa Londrinense, clube que disputa a segunda divisão do Campeonato Paranaense de Futebol, e a Associação de Moradores da Vila Santa Terezinha.

Imagem ilustrativa da imagem Sede da Guarda Municipal não será mais construída em terreno de estádio na zona leste
| Foto: Reprodução/Relatório Defesa Social


Quando a intenção da Defesa Social veio à tona, o presidente da equipe, Edson Moreti, não economizou nas críticas. Contactado pela FOLHA na
época, o empresário informou que "há outros imóveis para os guardas, inclusive postos de combustíveis que viraram abrigo para moradores de rua e usuários de drogas", disse, referindo-se ao entreposto abandonado na própria Dez de Dezembro, a poucos metros do estádio municipal, com capacidade para comportar quatro mil torcedores. Hoje, o espaço é usado para treinamento de aproximadamente 300 jogadores do sub-8 até o profissional.

Mesmo com a negativa do prefeito, Kuceki disse que tem um "plano B". A base da Guarda Municipal deve ser erguida em um terreno da avenida
Waldemar Spranger, perto da PR-445, que pertence ao próprio município. No entanto, o projeto deve demorar a ficar pronto. "Está em fase inicial. Estamos atrás de terminar essa proposta para buscar os recursos", afirmou o secretário. A expectativa é que a obra custe R$ 7 milhões. "E é só o prédio, viu?", lembrou Kuceki.

Enquanto isso, a corporação vai manter a divisão dos setores operacionais e administrativos, que funcionam em imóveis na rua São Jerônimo, Professor Joaquim de Matos Barreto (perto do Lago Igapó), rua da Canoagem, além da central de videomonitoramento na avenida Duque de Caxias e da escola de formação e capacitação de agentes na Salgado Filho, perto do aeroporto, onde fica o Tiro de Guerra.

De acordo com o secretário, o destacamento não será construído no mesmo complexo que a unidade da Guarda Municipal da zona sul. "Essa é outra questão. Temos que procurar outro terreno, mas não tem nenhuma previsão", esclareceu.

mockup