Será realizado amanhã, na Associação Odontológica de Londrina, a partir das 8h30, o Encontro Macrorregional de Secretários de Saúde do Paraná. Promovido pelo Autarquia do Serviço Municipal de Saúde de Londrina (ASMS), em parceria com a Associação Paranaense de Secretários Municipais de Saúde (Apasems), o evento tem por objetivo discutir os principais problemas do setor e propor soluções. Participarão representantes de diversas cidades do Estado, entre eles o secretário de Saúde de Curitiba, Carlos Baracho, presidente da Apasems.
‘‘Vamos discutir a eterna crise no sistema. Sabemos, por exemplo, que os recursos por parte do governo federal estão muito aquém das necessidades dos municípios’’, adianta Agajan Der Bedrossian, presidente da ASMS. Ele esclarece que essas reuniões antes eram feitas somente em Curitiba e que, a partir de agora, passarão a ser descentralizadas, facilitando a participação de um maior número de municípios. Um encontro geral está marcado para setembro, em Foz do Iguaçu.
Agajan Bedrossian diz que além da insuficiência de recursos por parte do governo federal - os valores repassados estão congelados há mais de três anos -, existe projeto para transferir parte desses mesmos recursos das regiões sul e sudeste para as regiões norte e nordeste. O governo tem argumentado que a saúde em Estados como o Paraná já atingiu um alto grau de sofisticação enquanto que as outras regiões ainda carecem de necessidades básicas.
‘‘Isso é uma ameaça muito grande que precisa ser debatida’’, aponta o secretário, lembrando que as mudanças já podem acontecer a partir de novembro. Ele observa que alguns exames considerados caros, como de ressonância magnética, tomografia e ultrasonografia estarão ameaçados se houver diminuição do repasse federal. Essa redistribuição das verbas serviria apenas - acredita Agajan - para ‘‘nivelar por baixo’’ a saúde no País.
Outra questão que deverá ser debatida, desta vez em nível estadual, é o constante inchaço nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Agajan observa que o problema ocorre em quase todas as regiões do Paraná e por isso Londrina acaba sendo prejudicada. Ele explica que a regional local tem 86 leitos de UTIs para atender 19 cidades. Mas a região de Maringá e Cianorte, por exemplo, tem apenas 12 leitos para 40 municípios; Paranavaí, com 29 municípios, tem 3 leitos; e Campo Mourão, com 25 municípios, está sem nenhum.
O resultado disso é imediato: como as cidades de outras regiões não comportam o número de pacientes, elas acabam mandando o excesso para Londrina. ‘‘Eu acho que a sociedade organizada dessas regiões não pode se conformar com a situação. Ela deve exigir um atendimento melhor’’, destaca Agajan.

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