Imagem ilustrativa da imagem Secretários reúnem-se com representantes dos assentados
| Foto: Gina Mardones



Os secretários de Agricultura, Obras, Educação, Saúde, de Governo e chefe de gabinete do prefeito, Marcelo Belinati (PP), se reuniram com 25 representantes dos moradores do Eli Vive, entre coordenadores de grupos e lideranças, no final da manhã de quarta-feira (12). O encontro serviu para os manifestantes apresentarem suas reivindicações ao poder público, que elencou algumas medidas que podem ser tomadas pelo município para atender os populares.

Um novo encontro ficou programado para às 10h desta quinta-feira (13), na Prefeitura de Londrina. Deverão participar os assentados, prefeito, secretários, assessor de área fundiária do Incra e representante do Governo do Estado. "A reunião de quarta foi tranquila, mas esperamos avançar no encontro de quinta. Acreditamos que o Ministério Público também estará presente. Queremos as melhorias por completo e não pela metade. Queremos saber de respostas e prazos", relatou Sandra Aparecida Costa Ferrer, coordenadora política do assentamento Eli Vive.

Segundo o chefe de gabinete de Belinati, Marcos Urbaneja, que coordenou a reunião, a secretaria de Agricultura, nos últimos 30 dias, aplicou moledo em aproximadamente 46 quilômetros de estradas no assentamento. Ele apontou o transporte como grande questão da discussão. "Precisamos do apoio do Incra porque existe um convênio para realização de estradas rurais dentro do assentamento. O valor (R$ 3,3 milhões) não será suficiente", afirmou. "Nossa ideia é tentar a viabilidade do Incra incrementar esse valor e também ver se existe a possibilidade de o Estado estar participando", acrescentou.

Da pauta dos moradores do Eli Vive, a construção de uma UBS no assentamento foi descartada pelo município. "O pensamento é trabalhar com mutirão, até duas vezes por mês, para atender à demanda que tem atualmente na unidade de Lerroville. Vamos propor a reforma desta UBS e com isso vem a melhoria nos equipamentos e equipe de atendimento", explicou.

Para a construção de escolas de alvenaria onde atualmente funcionam de madeira, seria preciso o repasse da área para o município, o que, de acordo com Urbaneja, leva tempo. "Na questão da edução estamos trabalhando com a possibilidade de realizar a contratação de professores de campo. Isso seria em um segundo momento, com um concurso específico. Também tentar viabilizar a transferência do terreno (onde estão as escolas) para o município, para que possa, no futuro, ser edificada uma unidade escolar."

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