O secretário de Saúde de Maringá, Ivan Murad, anunciou ontem que existe a possibilidade de integração de todas as centrais de leitos do Estado. Hoje, existem 12 centrais, informando quantos leitos estão disponíveis para o SUS em hospitais conveniados. Porém, em muitos casos, as centrais não resolvem o problema da carência de leitos pelo SUS.
A mudança, segundo Murad, seria na forma de atuação das centrais, garantindo vaga para internação de pacientes de uma região para outra, dependendo da disponibilidade.
Murad participou, no início da semana, em Curitiba, de uma reunião com secretários dos 12 municípios que possuem central. Segundo ele, todos apóiam a idéia de reequipar as centrais e atuar de forma integrada. ‘‘Hoje quase todas as regiões servidas por centrais sentem dificuldade em atender a demanda, que tem crescido acima do cadastramento de novos leitos’’, afirma.
A primeira medida seria o recadastramento de leitos das centrais, como já acontece em Maringá. O trabalho começou depois da morte de sete pacientes do SUS que aguardavam, no Hospital Universitário, vagas de UTI em hospitais conveniados na região. ‘‘Já detectamos que a oferta é menor que a média dos últimos anos’’, diz Murad.
As centrais de leitos foram implantadas pela Secretaria Estadual de Saúde nos últimos dois anos. Maringá foi a primeira beneficiada, com a instalação da central em julho de 1995. A idéia era fazer com que a central coordenasse a oferta e ocupação de leitos.
Através de informações diárias, os hospitais credenciados informam os leitos disponíveis, que são colocados à disposição para as unidades cadastradas. ‘‘Com a integração as centrais serão interligadas em rede, agilizando a atualização das informações’, diz Murad.

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