Secretários esperam reunião para avaliar cortes no orçamento
Secretários da Saúde de todo País vão se reunir nesta quinta-feira, em Brasília, para discutir os cortes de orçamento previstos pelo governo federal. Segundo o secretário Estadual da Saúde, Armando Raggio, só a partir da reunião será possível saber se haverá ou não redução de recursos para a área. O ministro José Serra vem negociando com a equipe econômica para evitar que sua pasta tenha o orçamento reduzido.
Anteontem, o governo federal anunciou que os ministérios da Saúde e da Educação serão os menos afetados pelas medidas econômicas. Anteriomente, cogitava-se uma redução de 10% nos orçamentos das duas pastas. Se isso acontecer teremos R$ 1,7 bilhão a menos. E cortes no final do ano significa tirar recursos de procedimentos que ainda devem ser feitos, diz Raggio.
Arquivo FolhaRaggio, da Saúde: prevendo interrupção de serviços essenciais se houver redução de verbasO secretário explica que existem dois tipos de investimentos que não podem ser interrompidos. Um é o de assistência ao parto e o outro de urgência-emergência. Ele também destaca a importância do trabalho nas áreas de pré-doença e de pré-morte, que são a prevenção de doenças e de socorro quando há risco de vida. Se houver cortes, esses serviços podem ser comprometidos, diz.
Raggio acha que as medidas econômicas são importantes, mas acredita que elas poderão reduzir as atividades econômicas no País, provocando desemprego e diminuindo o poder aquisitivo da população. Se isso acontecer, a classe média deixa de pagar pelos planos de saúde e passa a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com as crises ocorrem cortes de verbas e aumento da demanda, diz. Além disso, Raggio afirma que o sistema de saúde acaba ficando sobrecarregado porque os mais pobres acabam adoecendo mais.
O secretário estadual da Educação, Ramiro Wahrhaftig, também está preocupado com a possibilidade de cortes orçamentários. Tínhamos avanços grandes que podem ter o ritmo quebrado, comenta. Entre os projetos desenvolvidos no Paraná que podem ser prejudicados estão o Programa de Expansão da Rede de Ensino Médio e o Programa de Qualidade de Ensino, financiados por bancos internacionais.Arquivo FolhaWahrhaftig, da Educação: Tínhamos avanços grandes que podem ter o ritmo quebradoAdriana Ribeiro





