Secretário vem abrir envelopes da licitação
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segunda-feira, 21 de julho de 1997
Luka Morais Londrina 
O secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto (foto), e o diretor-presidente do Decom, Moisés Castanho, estarão em Londrina na quinta-feira. Eles vão abrir os envelopes da licitação para as obras da Prisão Provisória. A abertura dos envelopes - com propostas de 23 empresas paranaenses, a maioria da região Norte - será às 11 horas, na Câmara de Vereadores.
A vencedora será a que apresentar o menor preço para execução da obra. Uma comissão vai analisar o valor proposto e, se não houver nenhum problema, será publicado o edital e expedida ordem de serviço para início da construção. O secretário Canto Neto acredita que os trabalhos possam ter início na primeira quinzena de agosto. O prazo para conclusão deve variar entre quatro e seis meses.
Canto Neto informa que será necessário construir um posto de revista, para a entrada dos camburões, que não está previsto no projeto da prisão. Esse problema, explica o secretário, será solucionado través de um aditivo ao contrato, no valor de R$ 30 mil.
Com capacidade para abrigar até 156 detentos, a Prisão Provisória será construída numa área do jardim Del Rey (zona sul), anexa à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). No local, serão mantidos presos já condenados, mas que aguardam resultados de recursos judiciais ou esperam vaga em uma penitenciária.
O secretário Augusto Canto Neto informou que, para a cerimônia de abertura dos envelopes, serão convidados os secretários estaduais de Justiça e Segurança Pública. Mas não sei se eles poderão comparecer.
A primeira fase da licitação aconteceu dia 1º de julho, quando as 23 empresas interessadas na execução da obra apresentaram a documentação exigida para comprovar a aptidão. Os recursos para a obra - R$ 890 mil - foram disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública.
A decisão sobre a construção da Prisão Provisória foi comunicada pelo prefeito Antonio Belinati, no mês passado. Na ocasião, estavam presentes secretários estaduais e municipais, autoridades policiais e lideranças políticas.
Com a assinatura do edital de convocação da licitação pública para a obra, foi colocado um fim à polêmica em torno da Prisão Provisória. De um lado, os moradores dos jardins Del Rey e Acapulco exerciam pressão porque não queriam a prisão no bairro.
Mesmo pressionado pelos moradores, o prefeito justificou ter sancionado o projeto de lei - que doou uma área do mesmo terreno para construção de um Pavilhão de Ofício, beneficiando os moradores daquela região - devido à situação caótica em que se encontra a segurança pública da Cidade. E, principalmente, porque o projeto prevê que a Cadeia Pública será construída em outro local, distante dos jardins Del Rey e Acapulco.


