Secretário se diz solidário ao HU
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Lucília Okamura Londrina 
O secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, acredita que dificilmente o Governo do Estado liberará neste ano os R$ 30 milhões necessários para a reforma e ampliação do Hospital Universitário. Mas diz que se já forem disponibilizados de 5% a 10% do total, será um grande avanço.
A afirmação foi feita ontem à tarde, quando o secretário visitou as instalações da Bebê-Clínica, na Supercreche (área central de Londrina).
A verba para reforma do HU entrou no orçamento do Estado no ano passado, mas os recursos não foram liberados. Armando Raggio afirma que a reforma do hospital não está em sua jurisdição, mas sim na pasta de Ciência e Tecnologia. Isso porque, apesar de prestar atendimento ao público, o HU é voltado ao ensino, do ponto de vista da administração estadual.
Mas eu sou solidário a este desafio, observa, negando que a sua Secretaria estaria omissa ao problema. Ele lembra que foi consultado sobre o projeto de reforma do HU e se mostrou favorável à readequação do hospital ao invés de investir recursos na construção do Hospital das Clínicas - o ambulatório funciona ao lado do campus UEL.
Segundo o secretário, a construção do HC demoraria vários anos e absorveria recursos de cerca de R$ 100 milhões. Com parte destes recursos, afirma, o HU poderia ser reformado em menos tempo estaria renovado por mais 20 anos.
O secretário observa que dificilmente a verba toda necessária para a reforma e ampliação será liberada de uma só vez. Mas acredita que, se o HU conseguir recursos na ordem de R$ 1,5 a R$ 3 milhões, as obras já podem ser iniciadas neste ano.
Armando Raggio lembra que o governador Jaime Lerner vai tomar conhecimento do projeto. Desejo que as obras comecem o quanto antes, ressalta. Na verdade, o governador irá conhecer a maquete que mostra como vai ficar o HU após a reforma, como informou o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa. Segundo ele, a visita ao hospital será agendada para a próxima vinda do governador a Londrina.
O projeto prevê a ampliação e readequação do pronto-socorro, construção de novas alas de internação e de dois hospitais-dia (psiquiátrico e para tratamento de doentes de Aids), entre outros. A reforma poderá ser feita em duas fases, sendo que a primeira deve demorar entre dois anos e meio e três anos e meio.
Antes de visitar a Bebê-Clínica, o secretário foi até o hotel Sahão (área central), onde uma turma de agentes difusores do projeto está fazendo curso de capacitação para atendimento odontológico a bebês. Ele conta que já foram implantadas unidades de Bebê-Clínica em 50 municípios do Estado. É um avanço na política de controle de saúde bucal, afirma Raggio.
O coordenador de saúde bucal do Estado, Leo Kriguer, explica que a meta é de instalar mais 250 unidades até o final do ano. As 50 Bebê-Clínicas que já estão funcionando são nas regiões Sudoeste e Oeste. O investimento para implantação das 300 unidades é de cerca de R$ 200 mil, entre os cursos de capacitação e o fornecimento das mesas-cama (chamada macri), onde o bebê é atendido.
A Bebê Clínica nasceu há 11 anos na UEL e conseguiu uma média de 85% de redução do índice de cárie na faixa etária de zero a seis anos. O tratamento oferecido é preventivo e começa logo após o nascimento da criança. Os pais aprendem noções sobre a limpeza e cuidados com a saúde bucal das crianças.
Ontem, no final da tarde, o secretário da Saúde foi ainda para a Santa Casa, onde assinaria convênio para repasse de R$ 62 mil ao hospital. Os recursos devem ser usados na reforma do Hospital Infantil, localizado na rua Pernambuco (área central) e mantido pela Santa Casa.


