Ontem, o secretário Cláudio Xavier procurou justificar a epidemia da dengue em Londrina. ''No primeiro mês, trouxemos os exames do Laboratório Central do Estado (Lacen) para o Hospital Universitário (HU), o que permitiu uma imensa agilização para as confirmações. Também disponibilizamos veículos fumacê e trabalhamos de forma integrada com a prefeitura'', disse ele.
O secretário não poupou críticas à gestão do ex-governador Jaime Lerner. ''Recebemos um orçamento ridículo, com apenas 4% do total de recursos destinado para investimentos em saúde. Fomos o penúltimo estado no ranking de montantes oferecidos para a saúde pública, à frente apenas do Maranhão. O secretário municipal Silvio Fernandes teve que arcar sozinho com a situação da dengue em Londrina. Faltou um trabalho integrado do governo estadual no ano passado, que ajudasse a prevenir a epidemia'', criticou.
O secretário de Saúde do último ano do governo Lerner, Luiz Carlos Sobânia, disse ontem à Folha que considera que as críticas de Xavier ''não são merecidas''. ''Fizemos o trabalho, com colaboração dos governos municipal e federal; fomos a escolas, alocamos recursos. Mas a questão da dengue é complexa. Apenas 25% a 30% do problema podem ser resolvidos com serviços de saúde; 60% dependem da população'', disse ele. ''O recurso é pouco, admito, mas a Lei de Orçamento para 2003 possibilita que dinheiro de outros setores seja transferido para a saúde. As secretarias de Fazenda e Planejamento têm este poder''.

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