O secretário estadual de Saúde Armando Raggio recebeu ontem em Maringá cópia da auditoria realizada pelo Ministério da Saúde, no mês passado, nas obras do Hospital Metropolitano. A auditoria considerou as obras irregulares.
O documento foi entregue a Raggio pela secretária da Comissão de Orçamento do Conselho Municipal de Saúde de Maringá, psicóloga Estela Maris Ferreira Rocha. Ela é representante dos usuários do serviço público de saúde no conselho.
Ao pegar o documento, o secretário disse que ‘‘esta auditoria deve confirmar as observações que temos feito sobre a construção do hospital’’. ‘‘Mas para tomar uma atitude ainda vou ter que analisar com cuidado este relatório, mesmo porque não podemos questionar uma auditoria do Ministério da Saúde’’.
A psicóloga resumiu o parecer da auditoria, contrário à construção do hospital, cuja primeira etapa (uma maternidade) já está com as obras em andamento e deve ser inaugurada em agosto deste ano.
A auditoria constatou que a Prefeitura de Maringá não deveria ter usado verba do Fundo Municipal de Saúde (R$ 1 milhão) para dar início à construção da maternidade. A auditoria também condenou a prefeitura por não ter feito nova licitação para as obras da maternidade.
O procurador-jurídico da prefeitura Otávio Salvadore disse à Folha que a quantia de R$ 1 milhão utilizada pela prefeitura foi depositada por engano na conta do Fundo Municipal de Saúde. Disse também que a licitação realizada há sete anos ainda tinha validade. Em 1992, a prefeitura tentou iniciar as obras, realizou a licitação mas faltou verba. Salvadore considerou a auditoria ‘‘repleta de equívocos’’.
O secretário Raggio disse à conselheira Estela que Maringá estava necessitando de novos leitos para obstetrícia. A psicóloga Estela mostrou ao secretário a conclusão da auditoria sobre o tema: ‘‘Com os entendimentos em andamento junto ao Hospital Universitário e a Santa Casa para aumento na oferta de leitos obstétricos e alguma atuação positiva do gestor municipal (a prefeitura) junto aos demais hospitais, provavelmente a demanda por leitos obstétricos estaria equacionada’’.

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