Secretário rebate críticas da AML
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segunda-feira, 06 de setembro de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O secretário municipal da Saúde de Londrina, Silvio Fernandes da Silva, declarou que a melhoria do sistema público de saúde depende do aumento do investimento das três esferas de poder, mas destacou que considera o modelo do Sistema Único de Saúde (SUS) ''ideal.
De acordo com Fernandes, o sistema municipal de saúde de Londrina era inexistente na década de 1970. ''Não havia postos de saúde. Hoje, o sistema municipal de saúde tem 3 mil funcionários. Naquela época, eram meia dúzia. Era uma situação muito mais precária que a de hoje'', salienta. Um dos avanços apontados por Fernandes é a disseminação do Programa de Saúde da Família. Hoje, são 20 mil equipes em todo o País. Somente em Londrina, são 99.
O secretário criticou o presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Aparecido José Andrade, que apontou falta de investimento governamental em saúde. ''O município gasta acima do que prevê a lei'', declarou.
O secretário de Saúde de Londrina também rebateu uma informação do presidente da AML de que 25% dos procedimentos do SUS não seriam pagos. Fernandes disse que este índice gira em torno de apenas 1,5%. ''Na verdade, são os procedimentos que ficam para análise, para passar por auditoria. Evita que o SUS pague o que não pode e o que não é devido'', explicou.


