O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, pretende encaminhar um relatório ao Ministério da Educação (MEC), questionando as deficiências apontadas pelo ministério nas faculdades estaduais de Paranavaí e Paranaguá. De acordo com a minuta elaborada pela secretaria, houve falhas na avaliação dos cursos de administração das duas instituições. ‘‘A última visita do ministério foi feita em 1997, mas no ano seguinte muitos dos problemas encontrados foram revistos’’, afirma o secretário.
A principal reclamação dos diretores é que o MEC divulgou os nomes das faculdades, sem ter feito uma nova avaliação no ano passado. ‘‘A divulgação precipitada prejudicou a imagem da faculdade’’, disse o diretor da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá, Ivan de Medeiros Petry Maciel, que pensou em entrar com uma ação de danos morais contra o MEC. Maciel informou que a instituição apresentou problemas na organização didático-pedagógica e também nas instalações físicas. Já a faculdade de Paranavaí estaria deficiente na capacitação do quadro docente, instalações físicas e organização didático-pedagógica.
As faculdades de Paranaguá e Paranavaí foram as duas únicas escolhidas para serem avalidas. ‘‘Mas isto não significa que o nosso nível é o mais baixo’’, afirma o diretor da faculdade de Paranavaí, Onivaldo Izidoro Pereira.
Ivan Maciel informa que a faculdade de Paranaguá construiu dois blocos e dois auditórios, ‘‘solucionando a questão da instalação’’. Além disso, foi estabelecido um novo o projeto pedagógico do curso, criando duas habilitações: comércio exterior e serviço portuário.
O diretor da faculdade de Paranavaí, Onivaldo Izidoro Pereira, diz que neste ano dois professores concluíram mestrados, outros três estão defendendo tese e mais dois se inscreveram em mestrado. ‘‘No aspecto de instalações físicas, foi montado um laboratório de informática, além de mudanças no projeto pedagógico’’, diz. Para o diretor este trabalho é demorado, porque requer mudanças nas estruturas e aplicação de recursos. No passado, a faculdade contou com apenas R$ 8,3 mil para o custeio e ampliação.
O secretário da Educação admite que a falta de recursos financeiros é um dos maiores entraves para os estados manterem suas instituições de ensino superior. Segundo informações da secretaria, o estado de São Paulo investe 9,5% da arrecadação do ICMS no nível superior, enquanto o Paraná investe 11,5%, o correspondente a R$ 268 milhões neste ano.

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