Secretário questiona trabalho do MEC
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Israel Reinstein 
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, pretende encaminhar um relatório ao Ministério da Educação (MEC), questionando as deficiências apontadas pelo ministério nas faculdades estaduais de Paranavaí e Paranaguá. De acordo com a minuta elaborada pela secretaria, houve falhas na avaliação dos cursos de administração das duas instituições. A última visita do ministério foi feita em 1997, mas no ano seguinte muitos dos problemas encontrados foram revistos, afirma o secretário.
A principal reclamação dos diretores é que o MEC divulgou os nomes das faculdades, sem ter feito uma nova avaliação no ano passado. A divulgação precipitada prejudicou a imagem da faculdade, disse o diretor da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá, Ivan de Medeiros Petry Maciel, que pensou em entrar com uma ação de danos morais contra o MEC. Maciel informou que a instituição apresentou problemas na organização didático-pedagógica e também nas instalações físicas. Já a faculdade de Paranavaí estaria deficiente na capacitação do quadro docente, instalações físicas e organização didático-pedagógica.
As faculdades de Paranaguá e Paranavaí foram as duas únicas escolhidas para serem avalidas. Mas isto não significa que o nosso nível é o mais baixo, afirma o diretor da faculdade de Paranavaí, Onivaldo Izidoro Pereira.
Ivan Maciel informa que a faculdade de Paranaguá construiu dois blocos e dois auditórios, solucionando a questão da instalação. Além disso, foi estabelecido um novo o projeto pedagógico do curso, criando duas habilitações: comércio exterior e serviço portuário.
O diretor da faculdade de Paranavaí, Onivaldo Izidoro Pereira, diz que neste ano dois professores concluíram mestrados, outros três estão defendendo tese e mais dois se inscreveram em mestrado. No aspecto de instalações físicas, foi montado um laboratório de informática, além de mudanças no projeto pedagógico, diz. Para o diretor este trabalho é demorado, porque requer mudanças nas estruturas e aplicação de recursos. No passado, a faculdade contou com apenas R$ 8,3 mil para o custeio e ampliação.
O secretário da Educação admite que a falta de recursos financeiros é um dos maiores entraves para os estados manterem suas instituições de ensino superior. Segundo informações da secretaria, o estado de São Paulo investe 9,5% da arrecadação do ICMS no nível superior, enquanto o Paraná investe 11,5%, o correspondente a R$ 268 milhões neste ano.


