Secretário quer fim do revezamento de plantões
Secretário quer fim do
revezamento de plantões
Célia Baroni
Dorico da SilvaAtendimento primárioUnidade da zona sul: Saúde diz que postos cumprem sua função
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, diz que há uma maneira simples e eficaz para acabar com a superlotação nos prontos-socorros (PS)de Londrina: A Santa Casa e a Hospital Evangélico poderiam dar um presente para a população londrinense e acabar com a escala de revezamento dos plantões.
Na opinião de Agajan, não há mais justificativas para que os dois hospitais se revezem no atendimento a pacientes do SUS. Ele argumenta: A cidade cresceu e precisa que todos os hospitais mantenham prontos-socorros abertos 24 horas por dia.
Nesta semana, os PS ficaram perto do caos: aumentou a procura pelos hospitais e a capacidade de internação chegou ao limite. Os diretores de hospitais dizem que uma das principais causas da superlotação está nos postos de saúde: as pessoas estariam procurando os prontos-socorros, entre outras razões, porque os postos não estariam atendendo adequadamente.
Para o secretário de Saúde, essa idéia é simplista e não corresponde à realidade. Agajan considera muito boa a qualidade de atendimento no 52 postos de saúde do município.
Para Agajan, os postos de saúde cumprem as funções de assistência básica e prevenção. A rede município de saúde tem, segundo o secretário, 74 clínicos gerais, 46 pediatras, 34 ginecologistas, 77 dentistas, 95 enfermeiros e 474 auxiliares de enfermagem. Segundo a Secretaria de Saúde, postos de saúde realizaram neste ano mais de 1,3 milhão de atendimentos. Estamos investindo na qualificação profissional, ampliação das unidades e na capacitação de recursos humanos. Mas não podemos assumir o atendimento de pronto-socorro.
Agajan ressalta que, além da questão cultural que impõe o hospital como referência imediata de atendimento à saúde, a população tem outros motivos para procurar os prontos-socorros. Nos hospitais, a concentração de recursos materiais e humanos serve como chamariz. É importante conscientizar e informar a população do tipo de serviço que a posto de saúde pode oferecer. Mas isso não vai resolver o problema de superlotação no PS.
Mas o secretário admite que há um excesso por parte da população na procura pelo atendimento de saúde. Os postos de saúde também sofrem com isso, diz Agajan. Ele informa que 80% das pessoas que procuram atendimento primário não têm nenhuma doença. O mal-estar é provocado por questões sociais como a miséria, angústia e solidão. Muitas vezes, a porta do posto de saúde é a única aberta para essas pessoas.





