Secretário quer estender jornada para sete horas
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quarta-feira, 10 de setembro de 1997
Patrícia Zanin 
Londrina
Em dez dias do novo horário de funcionamento da Prefeitura (das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, com fechamento de duas horas para almoço), a Secretaria Geral não só avalia a mudança como positiva, mas também pretende estender a jornada de trabalho dos servidores.
O secretário geral da Prefeitura, Gino Azzolini Neto, disse ontem que a reforma administrativa que será proposta no mês que vem ao prefeito Antonio Belinati (PDT) prevê o retorno da jornada de sete horas, ao invés das seis em vigor.
Esse horário de apenas seis horas é uma vergonha. Temos que ter a coragem de voltar ao horário antigo, defendeu Azzolini. Segundo ele, o trabalho ininterrupto do servidor beneficia o cidadão. Com o funcionário trabalhando uma hora a mais, ele também calcula aumento de produtividade.
A Prefeitura resolveu extinguir os dois turnos, alegando agilidade na prestação dos serviços. Antes, uma parte dos servidores entrava às 7h30 e saía às 13h30 e outro grupo assumia às 12h30, saindo às 18h30.
Mas muitos contribuintes ainda não se acostumaram com o novo horário. A Prefeitura tinha é que funcionar direto, defende Odete Alves, que ontem foi pagar um imposto na Prefeitura. A autônoma Rosita Pantich, de Campo Mourão, teve de esperar duas horas para ser atendida porque não sabia do fechamento das 12 às 14 horas.
A diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) Neiva Alves Bertier de Almeida disse que o Sindserv ainda não foi comunicado oficialmente da intenção da Prefeitura de voltar à jornada antiga. De qualquer forma, a jornada de 30 horas semanais está garantida em lei, afirma Neiva de Almeida. A categoria lutou muito para conseguir e dificilmente sindicato e os trabalhadores abrirão mão desse direito.


