Secretário pede para hospital repensar fechamento de PS
Érika Pelegrino
De Londrina
A Secretaria Municipal de Saúde, enquanto gestora do Sistema Único de Saúde (SUS), está buscando a sensibilização da direção do Hospital Evangélico (HE) de Londrina para o impacto social de sua decisão de descredenciar o pronto-socorro do SUS. A informação é do secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian.
Ele reafirmou a declaração que vem dando à imprensa de que não é possível obrigar o HE a manter seu PS atendendo pacientes do SUS, mas disse que a secretaria está preocupada com esta decisão. Tecnicamente não é possível fazer nada, não temos mecanismos legais para agir, mas não estamos de braços cruzados, declarou. O que vem sendo feito desde que a direção do HE protocolou o pedido de descredenciamento é conversar buscando demovê-los desta idéia. Estamos conversando com eles quase que diariamente, afirmou o secretário de Saúde.
Em reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde, que deverá acontecer entre segunda e quarta-feira próxima, segundo a diretora-executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Stella Spagnuolo, será pedido ao HE que avalie melhor sua decisão e aguarde mais um tempo para descredenciar o serviço de pronto-atendimento.
Ela afirmou que a intenção é mostrar para a direção do hospital que além da questão financeira, argumento utilizado para descredenciar o PS, existe o problema social da saúde. A população vai ficar sem uma oferta do serviço e não qeremos que isto ocorra, disse. Eles precisam entender que podem descredenciar o PS, mas será que devem fazer isto, questionou.
Stella Spagnuolo disse ainda que a Secretaria não pode endurecer negando o credenciamento de outros serviços ao HE, caso ele descredencie o PS, sob o risco de o hospital parar de fazer qualquer tipo de atendimento pelo SUS. Eles podem simplesmente dizer que então querem descredenciar os outros atendimentos (ambulatório, enfermaria, internação, outros).
Ela afirmou também que a secretaria está fazendo um levantamento para saber qual o percentual dos atendimentos no PS do HE que precisam necessariamente serem atendidos em hospitais terciários, para fazer uma distribuição mais adequada da demanda, se a decisão do HE for mesmo irreversível.





