Secretário pede modificações no Educandário
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
O secretário estadual de Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmermann, vistoriou ontem as reformas da Unidade Social Oficial de Internamento de Londrina (Usoil), o Educandário. Há pouco mais de um mês da data para entrega das obras, ele sugeriu pequenas modificações e tanto o Departamento de Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decon) quanto o engenheiro responsável pelo projeto avisaram: se as sugestões forem atendidas, pode ocorrer um novo atraso na entrega da reforma, prevista para março.
As reformas foram iniciadas em meados de novembro de 2004, depois de constatadas as facilidades que os menores tinham para destruir e fugir. Intensificadas após a última rebelião promovida pelos internos no final do mesmo mês, as obras aumentaram os custos iniciais do projeto em mais de 30% e tiveram a entrega adiada. Segundo o engenheiro contratado pela empreiteira, Rubens Canizares, mais de 80% das reformas já estão concluídas e pelo menos 50% do projeto original foi alterado. A capacidade será reduzida de 80 para 60 vagas.
O secretário estava acompanhado do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, superintendente da Polícia Civil, Francisco de Assis, a da unidade, Laura Okamura, e pela chefe do escritório regional da secretaria de Trabalho, Sueli Beggiato. Segundo Laura, entre as principais modificações estão a retirada de muros internos para facilitar a visualização, a construção de muros externos e reforço das paredes das celas com camadas de concreto.
''Diferente do que foi feito pelo governo anterior, a estética da Usoil agora não é o mais importante. Temos que nos preocupar com os aspectos educacionais, mas também tem que haver segurança'', afirmou o secretário, enumerando as modificações que aumentariam a segurança. ''Os alambrados do campo devem ser trocados, as traves do futebol devem ser chumbadas ao chão e as grades da rede de esgoto não podem ser de ferro.''
Canizares destacou que eventuais modificações podem implicar em novos atrasos. ''Devemos entregar a unidade pronta no final de março. E é claro que, mesmo que as modificações sugeridas sejam pequenas, há o risco de que elas provoquem novos atrasos. Mais custos, com certeza, vão provocar'', disse.


