Sem o envolvimento da sociedade civil, será impossível mudar o atual quadro de desemprego e emprego informal que se instalou no Brasil. Este foi o eixo principal das discussões da 1 Conferência Regional do Trabalho, realizada ontem em Londrina. Comandado pelo secretário de Estado de Trabalho, Emprego e Promoção Social, Roque Zimmerman, o evento reuniu pouco mais de cem pessoas, incluindo representantes de 33 municípios da região.
''Durante muito tempo entregamos a tarefa de gerar emprego e renda a duas entidades que faliram: o Estado e o mercado. Ou a sociedade civil entra nisso, ou continuaremos avançando até o caos, com a exclusão social e todas as suas decorrências: criminalidade, prostituição, tráfico de drogas e uma sensação generalizada de medo'', sentenciou Zimmerman, lembrando as estatísticas nacionais que apontam somente 43% da população economicamente ativa com emprego formal.
Para o secretário, os conselhos municipais do trabalho - formados por trabalhadores, membros do empresariado e Poder Público - são os meios mais eficazes de se envolver a sociedade na discussão de propostas para aumentar a criação de emprego e, consequentemente, a inclusão social. ''Esses conselhos deveriam ter existido desde os anos 90, mas só no governo Lula começaram a funcionar. É através deles que cada município pode descobrir sua vocação e potenciais empreendedores'', explicou. Ele comentou que em Londrina, por exemplo, o conselho só começou a funcionar ativamente a partir deste ano.
Zimmerman defendeu um ''novo dinamismo econômico'', em que os municípios atendam a suas próprias especificidades e não mais dependam das grandes empresas de fora. Ele admitiu que são inúmeras as dificuldades para se abrir e manter uma pequena empresa, e disse que o Estado está pleiteando mudanças na lei junto ao Ministério da Fazenda.

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