O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, orientou a Polícia Militar de Ibiporã a apenas manter a ordem na cidade, na tentativa de contornar o clima de comoção que se instalou a partir da morte do pastor José Idalécio Bueno, e que culminou no quebra-quebra de ontem.
Com a orientação, o secretário tenta evitar um confronto direto entre a PM e a população, o que poderia resultar em violência ainda maior do que o quebra-quebra. ‘‘Não posso mandar uma tropa de choque para lᒒ, tentou justificar o secretário.
Candido de Oliveira, que já afastou os seis policiais militares envolvidos no caso, aguarda o laudo oficial da autópsia, que revelará se o pastor estava ‘‘embriagado’’, como alegam os agressores, e se a causa mortis foi resultante do espancamento.
Sem admitir oficialmente que houve violência policial que terminou em assassinato - apegando-se ao fato de que o inquérito ainda não foi concluído -, o secretário de Segurança adiantou que os policiais serão expulsos da corporação se forem comprovadamente culpados, por terem agido ‘‘contra as doutrinas que pregam tratamento educado, respeitoso e responsável com a população’’.
Segundo o secretário, a atitude dos policiais foi ‘‘injustificável’’. ‘‘Não podemos admitir arbitrariedade e abuso de poder’’, afirmou. Para evitar máculas à imagem de toda a corporação, Cândido de Oliveira tratou de afirmar que o conjunto da PM ‘‘não pode ser jogado em situação de dificuldade’’ em função deste episódio.

mockup