Secretário nega negligência
O secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, nega que tenha havido negligência médica no caso da morte de Flávia. Ele disse que já juntou todos os documentos necessários (pedidos de exame, relatórios e testemunhos escritos) para provar ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Ministério Público que o Unidade 24 Horas fez o que estava ao seu alcance, o que houve foi uma fatalidade.
Segundo o secretário municipal de saúde, Ivan Murad, não houve negligência. Ele disse à Folha ontem que Flávia chegou andando à Unidade 24 Horas e que ali mesmo recebeu todos os cuidados médicos: sutura no céu da boca, com anestesia local, radiografias do local, medicação antibiótica e exames de sangue.
O secretário admitiu que existe uma crise de leitos de UTI na cidade há muito tempo. Segundo ele, o ideal, segundo parecer técnico do Ministério da Saúde, seria que a cidade de Maringá tivesse 65 leitos de UTI. Hoje, existem em Maringá somente 21 para adultos e oito para crianças. Somando-se aos dez do Hospital Metropolitano de Sarandi, são 39 leitos no total. Faltariam 26 leitos para se chegar ao índice estabelecido pelo governo.
Murad lamentou que os dez leitos de UTIs do HU, recém-construídos, ainda não estejam funcionando. As UTIs do HU estão prontas. Aguarda-se apenas que o governo estadual autorize a realização de concurso para a contratação de médicos e enfermeiras. Se ficar comprovado que Flávia morreu por falta de UTI, ela terá sido a oitava vítima da falta de leitos na cidade este ano.





