Secretário nega crime ambiental
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quinta-feira, 30 de outubro de 1997
Curitiba 
Albari RosaAri Soares: pedido de cancelamento da multa aplicada pelo IAPO secretário do Meio Ambiente de Piraquara, Ari Soares, protocolou anteontem um pedido de Direito de Resposta e Defesa no Fórum do município. Ele pretende conseguir na Justiça o direito de utilizar a tribuna da Câmara Municipal de Piraquara para responder as acusações feitas pelos vereadores da oposição. Na semana passada, os vereadores haviam exigido a demissão do secretário, apoiados em uma denúncia publicada pela Folha segundo a qual Ari Soares teria cometido crime ambiental ao desmatar ilegalmente uma área de preservação.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, os vereadores estariam impedindo sua ida à Câmara. O que existe é uma briga política que já está ameaçando a democracia, diz Soares. Na reportagem publicada pelo jornal, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informavam ter multado o secretário em R$ 1.753,00 pelo desmatamento de uma área de 4.000 metros quadrados. O local, conhecido como Mananciais da Serra, é considerado área de preservação ambiental por estar próximo à represa da Sanepar.
O secretário nega a acusação e afirma que havia roçado parte do terreno para plantar mudas de árvores nobres e de erva-mate. Não há crime algum em querer melhorar a qualidade da mata, afirma. Ari Soares diz que já protocolou um pedido de cancelamento da multa aplicada pelo IAP, argumentando que realizou apenas um processo de limpeza do terreno sem cortar nenhuma árvore.
Soares também pretende responder outras acusações feitas pelos vereadores de Piraquara, segundo as quais o secretário teria cometido outros crimes ambientais. Os vereadores também afirmam que Soares acumula três empregos públicos, o que não seria permitido por lei. Não tenho culpa de gostar de trabalhar, diz o acusado.


