Na fuga registrada na noite de anteontem, quatro menores conseguiram fugir da Unidade Social Oficial de Internação de Adolescentes de Londrina (Usoil. Segundo informações da direção, uma serra teria sido utilizada pelos internos para a retirada das grades de uma janela que dá acesso ao muro da unidade. O secretário de Estado de Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmerman esteve no Educandário ontem pela manhã e afirmou que há fortes indícios de negligência por parte dos vigilantes da unidade.
De acordo com informações do setor de relações públicas da Polícia Militar de Londrina, a PM foi acionada por volta das 20h30 de terça pela direção do Educandário. Os soldados, no entanto, não teriam sido autorizados a entrar na unidade. Rondas externas foram realizadas para tentar localizar os menores, mas até o fechamento desta edição eles ainda não haviam sido encontrados.
o diretor-presidente do Instituto de Assistência Social do Paraná (Iasp), José Wilson de Souza, afirmou na manhã de ontem que uma suposta falha na segurança do Educandário durante o horário de visitas, no último domingo, teria permitido a entrada de uma serra entre os pertences de um dos visitantes. ''Ainda não podemos dizer com certeza se esta foi a falha'', ressaltou, afirmando também que uma comissão de sindicância foi instalada ainda na manhã de ontem para apurar as reais causas para a fuga. Os trabalhos devem ser concluídos em cerca de 30 dias.
Na opinião da diretora interina do educandário, Lilian Drews, a hipótese mais provável para a fuga de anteontem é de que realmente tenha havido negligência por parte dos vigilantes, o que teria facilitado a fuga dos menores. ''As grades foram serradas debaixo do nariz dos seguranças'', afirmou.
Hipóteses como a falta de capacitação dos funcionários e falhas arquitetônicas no prédio já foram levantadas para justificar a quantidade de ocorrências na unidade até agora. Segundo padre Roque Zimmerman, no entanto, a fuga de anteontem é explicada simplesmente por falhas humanas. ''O portão que eles pularam fica do lado de uma torre de vigia. A fuga aconteceu sob os olhos dos vigilantes'', afirmou.
Para Zimmerman e a diretora da unidade, o educandário estará sujeito a novas ocorrências do tipo enquanto as reformas na estrutura do prédio não forem concluídas. ''Os funcionários receberam treinamento mínimo para trabalhar, mas a capacitação é constante e a unidade ainda é muito nova. Já o desenho do prédio prejudica a visibilidade dos vigias. Tentou-se achar um meio termo entre segurança e bem estar para os menores, mas estamos vendo que muitas adaptações ainda são necessárias'', disse Lilian. Ainda segundo o secretário, não há prazo definido para conclusão das reformas.

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