Secretário estranhou as críticas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de setembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O secretário de Justiça e Cidadania, Pretextato Taborda Ribas, confirmou ontem em entrevista coletiva que as correspondências dos presos da PCE continuarão sendo abertas. Não é por maldade, mas por razões de segurança. Um dos problemas é a tentativa de mandar drogas para dentro do presídio. Pretextato Taborda anunciou que o método de revista nos familiares dos detentos vai ser modificado. Temos condições de criar uma situação mais abrandada, mas vamos correr riscos. O secretário estranhou as críticas dos deputados em relação ao controle dos objetos que entram na cadeia. Nos aeroportos, qualquer pessoa, inclusive os próprios parlamentares, são revistados e ninguém reclama.
Sobre os três presidiários que não saíam das celas para tomar banho de sol, Pretextato Taborda respondeu que todos permaneciam nos cubículos por livre e espontânea vontade. O caso mais grave é o de Valdir José Schomocovski. Ele estava há cinco anos sem sair do xadrez. De acordo com o secretário, Valdir pediu para ficar sozinho porque não se dava bem com outros presos.
O detento Luiz Pereira Pinheiro foi transferido ontem para o Presídio do Ahú, em Curitiba, onde deve começar a trabalhar nas oficinas. Ele estava há três anos isolado porque foi jurado de morte. Segundo Pretextato Taborda, o detento Getúlio de Souza se afastou dos demais para evitar a corrupção dentro da cadeia. Alegou ter recebido um sinal de Deus. Também concordou em retornar ao convívio normal e trabalhar, mas quer continuar sozinho em sua cela.


