Secretário e Ceal pedem verba para moradias
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de setembro de 1997
Londrina 
O presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Edgar Marin, e o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, estiveram ontem à tarde, na Câmara de Vereadores. Durante a sessão, eles pediram aos vereadores que aprovem projeto que autoriza o Executivo a repassar R$ 36 mil para o projeto Casa Fácil. Por falta de recursos, o programa, que atende a pessoas carentes, está desativado desde junho deste ano.
O convite ao secretário e ao presidente do Ceal partiu da vereadora Elza Correia (sem partido). O projeto autorizando um crédito adicional junto à Secretaria de Obras, que havia sido retirado de pauta por duas sessões, volta em terceira e última discussão nesta quinta-feira.
Os recursos previstos no projeto, segundo José Righi, permitiriam cobrir os custos do programa (como aluguel e material de consumo) durante 12 meses. Ele observa que no ano passado foram repassados recursos de R$ 15 mil. Neste ano, o valor aumentou, segundo ele, porque em 1996 a Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina pagava o aluguel. Agora, todo o custo do projeto está com o Ceal, afirma.
O projeto tem o objetivo de atender famílias com renda de até três salários mínimos e que possuem um único imóvel. Cada família recebe um atendimento individualizado e um projeto de sua edificação gratuitamente. O imóvel não pode ultrapassar 70 metros quadrados.
Funcionando desde 1991, o programa já atendeu cerca de 3.500 pessoas - o que resulta em 200 mil metros quadrados de projetos fornecidos. É resultado de parceria entre o Clube, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), o Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo Edgar Marin, se fosse cobrada, cada uma das obras custaria à família cerca de R$ 2 mil, entre o projeto e a aprovação na Prefeitura.


