O anúncio de corte de verbas feito pelo Governo do Estado não deve colocar em risco o convênio que prevê o repasse de R$ 1 milhão para obras de reforma e ampliação do Hospital Universitário de Londrina. A garantia foi feita ontem pela manhã pelo secretário da Fazenda do Estado, Giovani Gionédis.
‘‘As prioridades, agora, são os investimentos sociais, nas quais estão inseridas as reformas de hospitais’’, disse. O secretário não soube informar quando os recursos serão repassados. Segundo ele, o governo, neste momento, está redimensionando e redirecionando os investimentos.
O superintendente do HU, Cláudio Camacho, também não cogita a hipótese de o dinheiro não ser repassado. ‘‘Ao assinar o convênio, o governador assumiu um compromisso público’’, comentou. O convênio entre Governo e Universidade Estadual de Londrina foi assinado em 1º de outubro.
Embora esperasse que os recursos fossem liberados rapidamente, Camacho adiantou que não há necessidade de pressa porque o projeto de reforma não está concluído. O projeto está sendo elaborado pelo Departamento de Engenharia e Arquitetura do hospital e deve ficar pronto apenas no próximo mês. ‘‘Esperamos os recursos para 99.’’
O dinheiro será empregado, basicamente, para readequação da UTI Neonatal e maternidade do hospital. ‘‘Como a maternidade fica no segundo pavimento, quando formos mexer neste setor, necessariamente, vamos readequar o térreo e o pavimento superior porque vamos ter que alterar o bloco central. Mas as mudanças prioritárias são nesses dois setores’’, informou Camacho.
A reforma também não resultará num aumento expressivo de leitos. A UTI Neonatal ganhará três leitos para isolamento, como preconiza as normas do Ministério da Saúde. Na maternidade, serão ampliadas as instalações do Centro Obstétrico e reformado o setor de internação. As grandes enfermarias, com 18 leitos e banheiros nos corredores, terão apenas três leitos, com banheiros em cada quarto. Após a conclusão da reforma, o HU passará a ter 300 leitos - hoje são 294.

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