Secretário diz que só um hospital público resolverá falta de leitos
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
O secretário de Saúde de Maringá, Sandro Scolari, disse ontem que a falta de leitos não tem solução enquanto o município não construir um hospital público. O Hospital Universitário amanhece diariamente com uma média de 30 pacientes na fila de espera por uma vaga para internamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A demanda em Maringá é quase o dobro das vagas disponíveis atualmente pela Central de Leitos, estimada em 276 leitos.
Na última sexta-feira, a Folha constatou o drama no atendimento do HU. Pacientes aguardavam vagas em outros hospitais em cadeiras ou em macas nos corredores do hospital. Conforme a direção, a procura durante a semana aumentou em 66% desde o dia 1º de outubro, agravando ainda mais a precaridade do atendimento. Ontem, 26 pessoas esperavam internamento, sendo três pacientes em estado grave precisando de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Scolari contestou a informação de que o aumento na procura se deve à redução no horário de atendimento noturno da rede de postos de saúde do município. A situação do HU não é nenhuma novidade e já ocorre há 10 anos, garantiu. Segundo o secretário, a prefeitura também não vem atrasando o pagamento das guias de internamento. Maringá tem gestão plena de saúde e coordena os recusos do SUS.
Para Scolari, a falta de leitos só vai terminar com a inauguração da Maternidade Pública, concluída há mais de um mês, mas sem recursos para equipamentos. Além da maternidade, é necessário a construção da etapa seguinte do hospital, afirmou o secretário.


