Secretário diz que projeto é inviável
A gerente de Trânsito do Ippul, Cristiane Biazzono Dutra, confirmou a necessidade de modificações no acesso aos jardins Honda, Coliseu e jardim do Sol. De acordo com ela, a obra é definida como prioritária pelo Instituto, dadas as características e riscos que o cruzamento oferece para os motoristas.
''A falha foi confirmada no ano passado, com base em pesquisas, e então desenvolvemos o projeto'', afirmou Cristiane. ''Ele consiste na abertura do canteiro da Avenida Winston Churchil a uma distância de três quarteirões do acesso atual, com a construção de uma baia de conversão. Também estamos propondo a instalação de uma rotatória no cruzamento das avenidas Winston Churchil com a Lucílio de Held, para a criação de mais um acesso. Com isso, a conversão à esquerda na Rua Arcindo Sardo seria proibida'', explicou.
O projeto, segundo a gerente de trânsito, já foi encaminhado para a Secretaria de Obras e teria custo baixo, pois não exige desapropriação de terrenos ou obras de grande porte. No entanto, o secretário Aloysio de Freitas afirmou à reportagem que o projeto não pode ser executado, pois coloca como alternativa a construção de uma rotatória em aclive, o que, segundo ele, é inviável. ''Não ficou bom. A rotatória proposta vai ficar em um aclive e portanto, não vamos executá-lo'', afirmou.
O secretário também disse que esteve no local no último fim de semana, acompanhado do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti. Segundo ele, um novo projeto pode levar até um mês para ser elaborado. ''Não podemos fazer previsão de quando a obra pode ser executada. Mas a esperança é de que até o final do ano tudo esteja pronto'', resumiu.
A colocação de quebra-molas na Rua Eliane Alvim Dias também foi descartada por Cristiane. ''Obstáculos físicos são proibidos pelo Código de Trânsito desde 1997. Se constatarmos excesso de velocidade na via, estudaremos a possibilidade da instalação de placas, sinalizadores reflexivos e outros recursos. Se o problema for somente o aumento do tráfego, os moradores vão ter que se acostumar. Quando um acesso a um bairro é criado, é normal que outras ruas se tornem vias de passagem.'' (A.M.)





