O secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, disse ontem em Curitiba que a força militar voltará a ser utilizada nas reintegrações de posse todas as vezes em que houver intransigência dos sem-terra. ‘‘Quando a remoção dos invasores puder ser pacífica, a polícia não será acionada. Mas quando os sem-terra se mostrarem avessos ao entendimento, a força militar estará presente’’, afirmou.
Segundo a superintendente do Incra, Maria de Oliveira, a presença da polícia na reintegração de posse na fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Alvorada do Sul, foi uma resposta do governo aos atos de violência dos sem-terra na semana passada, em Jundiaí do Sul (norte do Estado). ‘‘O governador Jaime Lerner disse que cumpriria as ordens de reintegração e cumpriu’’, disse. Maria de Oliveira ressaltou que as áreas da região noroeste, onde há um acordo entre o Incra, os sem-terra e o governo, serão preservadas.
Em relação às famílias que foram retiradas da fazenda em Alvorada do Sul, a superintendente afirmou que o Incra não pode ceder-lhes outra área. ‘‘Não temos ‘estoque’ de terras para relocar essas famílias. A esperança são os leilões de terra e o recadastramento’’, diz.
Tanto o secretário de Segurança quanto a superintendente do Incra acreditam que o uso de força militar nas reintegrações não será revertido em mais violência por parte dos sem-terra. ‘‘Se tudo for feito com planejamento, não haverá problemas’’, concordaram. Cândido Oliveira disse que há mais de um ano não eram usados policiais para remover invasores de terras.

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