O secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, disse que as desocupações das fazendas Esperança e Água Amarela, no Noroeste do Estado, foram feitas porque as áreas estariam sob ameaça iminente de conflito.
Segundo o secretário, as fazendas já tinham ordem de reintegração de posse expedida pela Justiça desde o ano passado, e o próprio Incra teria considerado as áreas inadequadas para desapropriação.
‘‘Todas as negociações entre o Incra e os proprietários já estavam esgotadas e não havia mais por que esperar’’, disse o secretário. Além destas, o governo do Estado ainda possui outras 50 reintegrações de posse para serem cumpridas.
Martins de Oliveira disse que a Secretaria vinha recebendo relatórios constantes sobre as condições da região, e as últimas informações eram que os agricultores acampados nas duas fazendas estariam fortemente armados. ‘‘Tentamos agir antes que o conflito entre os proprietários e membros do MST acabasse de maneira trágica, como ocorreu em Marilena’’, afirmou o secretário, fazendo referência à morte por pistoleiros do agricultor Sebastião Camargo Filho, ocorrida no dia 7 de fevereiro durante a desocupação Fazenda Boa Sorte, no município de Marilena (região Noroeste).
Segundo o relatório das operações realizadas ontem pela Polícia Militar na região, 120 pessoas foram retiradas da Fazenda Esperança, em Mamborê, e outras 100 pessoas da Fazenda Água Amarela. O secretário afirmou que as famílias foram cadastradas pela PM e serão encaminhadas às suas regiões de origem.

mockup