O secretário Hitoshi Nakamura afirmou que os sem-teto devem ser transferidos para terrenos em outro local, a exemplo do que motivou a formação do Bairro Novo. Para ele, as famílias devem ser cadastradas na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e aguardar ‘‘alguns meses’’ para receber um novo lote. Até lá teriam que voltar às casas onde moravam antes da ocupação.
A hipótese não tem muito respaldo entre os sem-teto. Embora a orientação dos coordenadores da ocupação seja a de não reagir a uma ação da polícia, existe liberdade suficiente entre os sem-teto para que haja uma reação isolada. ‘‘Fica difícil dizer que não vai ter reação. A gente respeita a autoridade, mas no meio de uma invasão tem gente de todo jeito’’, disse o cobrador de ônibus desempregado João Pedro Moreira Wolf, 47 anos.
O maior temor entre os sem-teto é que as crianças sejam feridas durante um confronto. ‘‘Eu tenho medo pela minha filha’’, confessou Suzimar de Matos, 19 anos, mãe de criança de três anos. Os sem-teto alimentam a esperança de ter outro local a disposição quanto saírem da área ocupada, sem ter que esperar conforme propõe Nakamura. ‘‘Ninguém quer atrito. Queríamos a compreensão da prefeitura’’, disse o estofador Marcelo Dias, 26 anos.’’

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